Medida para operadoras foi 'extrema', diz secretário

O secretário executivo do Ministério das Comunicações, Cezar Alvarez, afirmou nesta quinta-feira que as empresas de telefonia celular falharam ao não prever um aumento na demanda de seus serviços. Segundo ele, esse descompasso foi fruto de um erro de cálculo das empresas, que não promoveram melhorias em sua estrutura para suportar o crescimento do mercado. Para o secretário, o próprio mercado consumidor vai punir essas empresas.

ANNE WARTH, Agencia Estado

20 de julho de 2012 | 13h35

"O que acontece é que o volume de brasileiros dispostos e com dinheiro para consumir levou a uma defasagem entre rede móvel e capacidade de volume. Se eles não tiveram essa previsibilidade, falharam", afirmou. "É evidente que houve falha das empresas. Se alguém vai tipificar essa falha, fazer juízo de mérito ou responsabilidade, adjetivar boa-fé ou má-fé, não é responsabilidade nossa. No momento que começa a haver essa defasagem, a empresa é punida pelo próprio mercado."

Alvarez afirmou que as medidas aplicadas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para punir as operadoras Oi, TIM e Claro foram extremas, mas não surpreenderam as empresas. Segundo ele, a agência reguladora apresentou dados que mostravam uma piora na qualidade dos serviços nos últimos quatro meses. Para ele, as punições não demoraram para ocorrer. "A Anatel, por ser um órgão do Estado com a responsabilidade oficial que tem, tem que ser mais prudente e fazer uma série histórica dos indicadores. Foi muito consistente a penalização", afirmou.

O secretário disse que a medida trará uma requalificação do relacionamento entre empresas e consumidores. Segundo ele, o usuário brasileiro está mais exigente e quer ser bem atendido. "Invista, ou não venda", alertou.

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