Fernando Vieira|Grupo Alvorada
Fernando Vieira|Grupo Alvorada

Medida provisória libera estoques de milho da Conab para criadores de aves e suínos

Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), quase 70 milhões de aves foram mortas até terça-feira, 29, desde o início da greve

Luci Ribeiro, O Estado de S.Paulo

30 Maio 2018 | 08h40

BRASÍLIA - O governo federal autorizou, por meio da Medida Provisória 835/2018, o uso imediato dos estoques de milho em grão da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para alimentação de animais. O acesso do milho será liberado aos criadores de aves e suínos e às indústrias de processamento de ração animal de todo o País, pelo período de 30 dias. A medida foi adotada em caráter emergencial. O setor foi bastante afetado pela greve dos caminhoneiros e vários animais já morreram por falta de ração.

+ ACOMPANHE AO VIVO Em apoio à greve dos caminhoneiros, petroleiros iniciam paralisação

+ Veja o que funciona hoje em São Paulo

O milho será ofertado pelo Programa de Vendas em Balcão (PROVB). "O acesso será efetuado diretamente nas unidades armazenadoras da Conab ao preço praticado pelo PROVB", cita o texto. "As vendas em balcão serão realizadas na modalidade 'à vista' e a compra ficará limitada, por pessoa física ou jurídica, a quinhentas toneladas diárias", completa a MP, publicada no Diário Oficial da União (DOU).

Em oito dias de greve, perdas de grandes setores já superam R$ 34 bi

Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), quase 70 milhões de aves foram mortas até ontem, desde o início da greve.

Nesta manhã, a associação alerta, em nota, que ainda há bloqueios que impedem a circulação de animais vivos, rações e produtos frigorificados pelo País. Também ressalta, que após nove dias de paralisação, seguem os registros de mortes de aves decorrentes do impedimento do transporte de insumos.

Segundo a ABPA, há grupos de manifestantes nas estradas que têm se tornado cada vez mais agressivos. A entidade cita como exemplo a queima de dois caminhões de ração na BR-101, perto da entrada do município de Muritiba, na Bahia.

"A inconsequência dos atos nos piquetes terá impacto direto no poder de compra do consumidor. Com menor oferta de produtos, mas com a mesma carga tributária, mesmo custo operacional e possível alta nos insumos para a produção industrial, ficará mais caro produzir. Estima-se que os custos para a recuperação da normalidade do processo deverão ser 30% acima do anteriormente praticado", avisa a ABPA.

De acordo com associação, as 167 unidades frigoríficas que informaram paralisação seguiram inoperantes até ontem e parte delas deverá retomar gradativamente a produção a partir de hoje. "Com as exportações suspensas, cerca de 135 mil toneladas de carne de aves e de suínos deixaram de ser embarcadas desde o início da greve", informa a entidade.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.