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Medidas de estímulo ao consumo devem puxar o endividamento das famílias

Avaliação é da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, que divulgou a Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor

Agência Estado,

21 de março de 2012 | 11h56

As medidas adotadas pelo governo para estimular o consumo e o crescimento da economia devem puxar para cima o endividamento das famílias nos próximos meses. Porém, a perspectiva de que o mercado de trabalho continue aquecido ao longo de 2012 deve fazer com que a inadimplência continue sob controle.

A avaliação é da economista Marianne Hanson, da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A entidade divulgou hoje a Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic). "Essas medidas de estímulo ainda não tiveram um impacto tão forte no consumo. Isso está contendo o endividamento, mas ao longo do ano deve ter um reflexo no maior endividamento", avaliou.

A expectativa da CNC é de que os dados de emprego de fevereiro a serem divulgados amanhã pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sejam positivos. "Devemos ver um reflexo maior na renda devido ao reajuste real do salário mínimo de 7,5%", diz Marianne. "Esperamos que essa melhora do mercado de trabalho tenha um impacto positivo na inadimplência."

De acordo com a CNC, o porcentual de famílias endividadas cresceu de 57,4% para 57,8% entre fevereiro e março, patamar "expressivamente" inferior aos 64,8% apurados em março de 2011. A fatia das famílias que declarou não ter condições de pagar suas contas ou dívidas, porém, recuou de 7,3% em fevereiro para 6,7% na comparação mensal.

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