Coluna

Thiago de Aragão: China traça 6 estratégias para pós-covid que afetam EUA e Brasil

Medidas do G-20 incluem reforma do FMI e controle moderado

Plano anticrise inclui 47 recomendações que atendem ao desejo dos EUA de pouca intervenção no mercado

Patrícia Campos Mello, de O Estado de S. Paulo,

15 de novembro de 2008 | 17h13

Duas reivindicações do Brasil, a reforma do Fundo Monetário Internacional (FMI) e o comprometimento com a conclusão da Rodada Doha, fazem parte do documento que será divulgado na cúpula do G-20 neste sábado, 15. Na declaração de dez páginas, há um plano de ação com 47 recomendações para lidar com a crise financeira que ameaça diversos países. O G-20 propõe estabelecimento de uma agência de boas práticas para indústria financeira, com recomendações para o funcionamento de fundos hedge, negociação de derivativos e outros, para evitar o risco sistêmico.   As recomendações atendem ao desejo dos Estados Unidos de não intervir muito nas instituições financeiras, e vão ficar bem longe da "Interpol financeira" desejada pelos franceses. "Foi preciso diluir um pouco para chegarmos a um consenso", disse uma fonte que participou das reuniões para desenhar o documento, que acabaram na sexta-feira às 23h30.    Veja também: Leia o comunicado do G-20 na íntegra   Veja as 47 medidas do plano do G-20 (em inglês)  Bush defende livre mercado de críticas de excesso de liberdade Lula pede ação de ricos e defende fim do G-8 Barack Obama pede 'ações imediatas' do Congresso contra crise Manifestantes se reúnem na Indonésia contra o G-20 Ativistas protestam contra o G-20 em Washington Entenda o que está em jogo na reunião do G20 Como foi a reunião do G-20 no Brasil De olho nos sintomas da crise econômica  Lições de 29 Como o mundo reage à crise  Dicionário da crise    Segundo uma fonte que participou das reuniões, órgãos existentes como o Fundo de Estabilidade Financeira vão assumir a tarefa de coordenar a regulamentação de instituições financeiras transnacionais, nos moldes da proposta do primeiro-ministro britânico Gordon Brown. "Há um reconhecimento de deficiências regulatórias na raiz da crise atual e a idéia de maior coordenação na regulação nos órgãos já existentes", diz a fonte.   No documento, o G-20 se compromete com o avanço das reformas das instituições de Bretton Woods para refletir o maior peso dos países emergentes na economia mundial.   Também há uma recomendação de aumentar os recursos do Fundo Monetário Internacional (FMI). Várias nações estão buscando ajuda, como Hungria, Islândia, Ucrânia - hoje o Fundo tem disponíveis cerca de US$ 250 bilhões. O Japão iria anunciar um empréstimo de US$ 100 bilhões para o Fundo ajudar países afetados pela crise. Gordon Brown havia sugerido que a China e as nações do Golfo Pérsico contribuíssem com mais recursos para o Fundo.   No documento, há ainda um comprometimento com a conclusão das modalidades da rodada Doha até o final deste ano.   A reunião estava esvaziada porque nenhum líder acredita em grandes avanços e o presidente eleito, Barack Obama, não estará presente. Muitos sabem que a maioria das medidas vai ficar para a próxima reunião do G-20, no final de março, já com a participação de Obama.   (Matéria atualizada às 20h50)  

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