Medidas do governo aumentarão competitividade da indústria, diz Coutinho

Segundo presidente do BNDES competitividade foi afetado por elevação de custos de matérias-primas, de energia e do trabalho 

Vinicius Neder, da Agência Estado,

24 de julho de 2012 | 16h56

RIO - As medidas do governo já adotadas e "outras que virão" serão capazes de melhorar a competitividade da indústria brasileira, afirmou nesta terça-feira o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho. Sem citar possíveis medidas adicionais, Coutinho destacou que a indústria brasileira perdeu competitividade por causa de três fatores: elevação de custos de matérias-primas, de energia (em parte por causa de tributos) e do trabalho.

"Estou confiante de que a série de políticas que já foram adotadas (pelo governo), e serão completadas por outras iniciativas, serão capazes de levar a indústria para outro nível", afirmou Coutinho em palestra no Rio, no seminário "O Brasil e o Mundo em 2022", promovido pelo BNDES como parte da agenda de comemorações de seus 60 anos.

No diagnóstico de Coutinho, o Brasil se tornou precocemente uma "economia de alto custo" na esteira do 'boom' das cotações de matérias-primas. "E isso foi combinado com a apreciação do câmbio, criando estresse na indústria", completou.

Para avançar, é preciso enfrentar os três desafios destacados. Na atual conjuntura, a queda nos juros ajuda, diminuindo também a apreciação do câmbio, mas só isso não basta. "A competitividade da indústria também exigirá progresso técnico", declarou Coutinho, na palestra proferida em inglês, ressaltando a necessidade de aumentar a produtividade do trabalho e da indústria.

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