Medidas do governo estão surtindo efeito, diz Mantega

As medidas que o governo federal vem tomando nos últimos meses para, simultaneamente, combater a inflação, impedir a entrada excessiva de capital externo e conter os gastos públicos estão surtindo efeito, o que permitirá o país ter um crescimento do PIB da ordem de 5 por cento ao ano, segundo o ministro da Fazenda.

REUTERS

26 de abril de 2011 | 13h35

"Os ajustes que governo está fazendo permitem o crescimento sustentável com inflação sob controle e solidez fiscal", disse Guido Mantega nesta terça-feira, na primeira reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) no governo Dilma Rousseff.

Segundo ele, a queda expressiva das despesas do setor público está permitindo que o governo cumpra o objetivo de as despesas crescerem menos que o Produto Interno Bruto. Com isso, disse, o país cumprirá facilmente a meta de superávit primário em 2011, de 3 por cento do PIB.

Esse conjunto permitirá que o PIB brasileiro tenha crescimento médio anual de cerca de 5 por cento nos próximos anos.

O ministro aproveitou para informar --pouco antes do anúncio formal pelo Tesouro Nacional-- que o governo central obteve um superávit primário de 9,1 bilhões de reais em março. No primeiro trimestre, o resultado primário foi superavitário em 25,9 bilhões de reais, o equivalente a 2,77 por cento do Produto Interno Bruto (PIB).

De acordo com Mantega, todas as armas possíveis devem ser usadas contra a inflação, sejam fiscais ou monetárias. Ele citou as medidas macroprudenciais, adotadas para moderar o crescimento da demanda.

No câmbio, novas medidas serão tomadas, se necessário, para evitar que o excesso de entrada de capital continuem apreciando o real contra o dólar e prejudicando o saldo da balança comercial do país. Segundo ele, as adotadas até agora surtiram efeito.

Segundo números do Banco Central divulgados nesta manhã, o fluxo cambial do país estava positivo em 133 milhões de dólares em abril até o dia 20. De janeiro a março, o saldo no setor ficou positivo em mais de 35 bilhões de dólares.

"As medidas têm efeito sim e impedem que o pior aconteça", disse.

(Reportagem de Hugo Bachega, Maria Caolina Marcello e Jefferson Ribeiro)

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