Medidas facilitam a vida dos fabricantes

Análise: Roberto Godoy

O Estado de S.Paulo

30 de setembro de 2011 | 03h04

O governo quer desenvolver a indústria nacional de material de emprego militar por razões estratégicas, olhando para o horizonte dos próximos 20 anos, quando o País terá de se apresentar com poder dissuasivo de defesa do interesse em áreas como energia, reservas minerais, alimentos e, talvez, mais adiante, água doce. A curto prazo, problemas mais práticos: proteção das fronteiras e intensa repressão ao narcotráfico e ao contrabando de armas por meio de ações conjuntas.

O setor produtivo precisava das regras apresentadas ontem pela presidente Dilma Rousseff para cruzar o limite da burocracia e ganhar dinheiro. Até agora, seguia a mesma liturgia, por exemplo, da exportação de frango congelado ou da importação de fogões suecos. A venda de foguetes da Avibrás para o exército da Malásia, um negócio de R$ 500 milhões, passou bem perto do fracasso enquanto esperava, por mais de um ano, as providências da área financeira federal.

Orquestrada por seis ministérios - Defesa; Fazenda; Ciência, Tecnologia e Inovação; Desenvolvimento, Indústria e Comércio e Planejamento - a medida provisória não cria privilégios, mas dá tratamento especial a um ramo da indústria que é, de fato, diferente.

Empresários ouvidos pelo Estado, consideraram o ato da presidente como indicador de que a Defesa está sendo tratada como política do Estado brasileiro - e não de um governo. Todavia, sem prejuízo das virtudes que possa representar para a economia.

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