Medidas para tarifas ?são para o bem?, diz Setubal

O presidente do Banco Itaú, Roberto Setubal, classificou as medidas estudadas pelo governo federal para as tarifas bancárias como "razoáveis e para o bem". Apesar das informações dadas por integrantes do Ministério da Fazenda de que poderá haver um congelamento nos preços dos serviços cobrados pelos bancos, o executivo afirmou que até agora sabe apenas que o governo quer dar mais transparência e padronização das tarifas bancárias. "Essas regras são importantes e tendem a ser favoráveis ao mercado."Setubal destacou, porém, que num primeiro momento é possível que haja perda de receitas dos bancos. Isso pode ocorrer especialmente se o governo considerar que não há base adequada para a cobrança de alguma tarifa. Ele citou que há uma grande discussão, por exemplo, em torno da cobrança da taxa de liquidação antecipada de empréstimos. Há intenção de reduzir o número atual de cerca de 50 tarifas cobradas para um conjunto entre 20 a 25.A proposta de regulação das tarifas bancárias deverá ser definida em reunião extraordinária do Conselho Monetário Nacional (CMN) prevista para esta semana, segundo o secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa.Na semana passada, ele afirmou que o CMN deverá fixar uma periodicidade mínima para os bancos reajustarem as tarifas dos serviços aos clientes. Segundo Barbosa, o prazo poderá ficar entre 180 dias e um ano. A fixação do valor das tarifas continuaria livre, como hoje, mas, naquele período, os valores ficariam congelados.Outra medida em estudo é a padronização de nomes e abreviaturas das tarifas cobradas e a necessidade de uma autorização prévia do BC para criação de novas tarifas. Dessa forma, os clientes teriam mais facilidade para comparar os valores cobrados pelos diferentes bancos. Além disso, ao fim de cada ano, o correntista teria um extrato com tudo que foi cobrado no período.

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