Medidas podem reduzir cheque sem fundos

O Conselho Monetário nacional decidiu ontem que o talão de cheques gratuito, enviado mensalmente para os clientes deverá apresentar uma redução de 20 para 10 folhas. Além disso, os bancos só devem emitir um novo talão quando pelo menos a metade dos cheques já emitidos tiverem sido compensados (veja mais informações no link abaixo. A intenção do governo quer impedir o acúmulo de talões por clientes maus pagadores. Para o comércio, a decisão deve ter impacto sobre as vendas a prazo. No total das vendas do varejo, de 25% a 30% são pagas com cheques pré-datados, segundo levantamento da Federação do Comércio do Estado de São Paulo ( FCESP ). O economista da Federação, Fábio Pina, diz que se os bancos fizerem uso inteligente das medidas para reduzir a proliferação de cheques sem fundos, o resultado será muito bom. Porém, ele alerta que, se as restrições forem aplicadas indiscriminadamente, os bancos vão perder clientes, e o comércio, as vendas. Ele lembra que muitos consumidores pagam com pré-datados por não terem cartões de crédito. Solicitação já havia sido feita pelo comércio Marcel Solimeo, economista da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), também espera a redução do número de cheques devolvidos. Solimeo diz que as associações comerciais já haviam solicitado ao Banco Central que alterasse a obrigatoriedade de entrega, pelo banco, de pelo menos um talão mensal de 20 folhas ao correntista, justamente para reduzir o número de cheques sem fundo.De acordo com pesquisa da Associação, 36% dos emitentes de pelo menos dez cheques sem fundos respondem por 78% do número total de cheques sem fundos emitidos.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.