Ações

Empresas de Eike disparam na bolsa após fim de recuperação judicial da OSX

Medidas reduzirão preço e brasileiro irá às compras, diz Lula

Para presidente, 'trabalhador estava com medo de comprar', mas redução de impostos trará confiança

AE,

15 de dezembro de 2008 | 10h16

Com as novas medidas adotadas pelo governo para estimular a economia, o preço dos produtos e os juros cairão, o que dará ao brasileiro mais facilidade para comprar, disse nesta segunda-feira, 15, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no programa semanal de rádio Café com o Presidente. Na última semana, o governo anunciou a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), além de estabelecer novas alíquotas para o Imposto de Renda.   Veja também: Redução do IPI do carro ainda não chegou ao consumidor Governo já estuda alongar prazo para recolher imposto Corte de IPI de carro vale até março Governo muda IR e corta IOF para aumentar consumo  Calcule como fica o IR do seu salário, IOF e IPI   De olho nos sintomas da crise econômica  Dicionário da crise  Lições de 29 Como o mundo reage à crise    "O trabalhador estava com medo de comprar um carro, geladeira, fogão, televisor, porque não queria fazer um endividamento, prestações, com medo de ser mandado embora. Quando nós tomamos essas medidas, certamente o preço dos produtos vai baixar e ele vai poder fazer essa compra com uma certa tranqüilidade", avaliou.   Lula afirmou que seu governo trabalha com a idéia de que a economia brasileira precisa girar como se fosse uma roda-gigante: "Ela não pode parar porque, se o povo compra, a indústria produz, o comércio vende, e aí você mantém os postos de trabalho". O presidente reiterou estar certo de que o Brasil sairá vitorioso da crise.   O presidente reuniu-se na última quinta-feira com os 30 maiores empresários do País e afirmou que durante o encontro pediu que nenhum deles dispense trabalhadores, destacando a importância de se manter o nível de emprego. "Eu assumi o compromisso de conversar com os dirigentes sindicais pra saber da possibilidade de estabelecermos acordos em alguns setores que foram mais afetados."   Estados Unidos   Admitindo que os EUA vivem um "vazio de poder" até a posse do presidente eleito, Barack Obama, em 20 de janeiro, Lula repetiu esperar do novo presidente medidas para incentivar o setor produtivo. Destacou ainda que após essa crise financeira internacional, a economia mundial nunca mais será a mesma. "O sistema financeiro efetivamente vai ter um certo controle, porque não é possível a ciranda financeira tomar conta da economia mundial como tomou, e quando quebra quem paga são os trabalhadores, é o Estado que tem que colocar dinheiro", afirmou.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.