Medo de calote dos EUA sustenta fluxo e dólar desce a R$ 1,53

Os investidores fugiram do dólar ontem e buscaram refúgio em outras moedas, entre elas o real, refletindo o crescente nervosismo com o impasse sobre a elevação do teto da dívida norte-americana. Sem acordo até 2 de agosto, os Estados Unidos correm o risco de calote. Com isso, o dólar protagonizou mais um dia de baixa aqui, apesar da atuação agressiva do Banco Central, que realizou um total de quatro leilões - dois a termo e dois à vista. O BC também anunciou ontem logo cedo, antes da abertura do mercado, pesquisa de demanda para swap reverso (que é um contrato de derivativo cambial em que o BC assume posição comprada em dólar e vendida em taxa de juros), para eventual leilão hoje. O máximo que conseguiu foi conter um pouco a queda da moeda, que terminou o dia valendo R$ 1,5360 (-0,45%), a menor cotação desde 15 de janeiro de 1999, quando fechou em R$ 1,4659. Essa foi a quinta baixa do dólar em seis pregões. Os investidores também continuam na expectativa de novas medidas do governo para tentar conter a apreciação do real.

Silvana Rocha, O Estado de S.Paulo

27 de julho de 2011 | 00h00

Ironicamente, a busca por segurança beneficiou os títulos do Tesouro norte-americano, cujos preços subiram com correspondente baixa nos juros. Esse ambiente de contínua aversão ao risco continuou deprimindo as bolsas. Nos EUA, o índice Dow Jones cedeu 0,73% e o S&P 500 declinou 0,41%. Na Bovespa, a retração foi maior, de 1,05%, pressionada pelo setor siderúrgico. As ações da Petrobrás estenderam a recuperação da véspera.

Face às incertezas externas e na expectativa pela ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que sai amanhã, os juros mostraram cautela, com as taxas futuras em elevação.

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