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Medo do desemprego aumenta em setembro e é o maior desde 1999

Indicador da CNI cresceu 1,7% no mês e foi a 105,9 pontos, o maior patamar desde setembro de 1999; insatisfação é maior entre as famílias com renda mais baixa

Victor Martins , O Estado de S. Paulo

06 de outubro de 2015 | 13h42

BRASÍLIA - Diante da crise econômica e política pela qual o País passa, o brasileiro está mais temeroso em relação ao desemprego. O cenário afetou também a satisfação com a vida, que caiu ao menor nível histórico. 

Segundo pesquisa divulgada nesta terça-feira, 6, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Índice de Medo do Desemprego aumentou 1,7% em setembro, na comparação com junho, alcançando 105,9 pontos - esse é o maior nível alcançado desde setembro de 1999. De dezembro até o mês passado, o medo do desemprego cresceu 41,5%. Em relação a setembro do ano passado, o indicador aumentou 37,5%. 

Na avaliação da CNI, a crise tem afetado a sensação de conforto da população. O Índice de Satisfação com a Vida caiu 1,8% em setembro, na comparação com junho, e está em 93,9 pontos, o menor nível histórico, desde que a CNI começou a fazer esse indicador, em março de 1999. "Isso indica que a atual crise econômica está afetando a população com maior intensidade que o verificado nas crises anteriores", informou a CNI no documento. 

A entidade destacou ainda que quanto menor a renda familiar dos brasileiros, maior foi redução na sua satisfação com a vida na comparação entre setembro de 2014 e igual mês de 2015. Enquanto entre os brasileiros com renda familiar de até um salário mínimo o Índice de Satisfação com a Vida sofreu redução de 13,5%, para os brasileiros cuja renda familiar é superior a cinco salários mínimos essa queda foi menor, apresentando recuo de 3,9%. A pesquisa da CNI foi feita com 2.002 pessoas em 141 municípios entre 18 e 21 de setembro.

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