BOBBY FABISAK/JC IMAGEM/PAGOS
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Medo do desemprego cresce 4,1% em 2016 e atinge maior nível desde 1999

Segundo a CNI, expectativas dos brasileiros em relação ao mercado de trabalho continuam a se deteriorar

Bernardo Caram, O Estado de S. Paulo

05 de abril de 2016 | 11h47

BRASÍLIA - Depois do corte recorde de 1,5 milhão de vagas com carteira assinada em 2015, o medo do desemprego dos brasileiros continua crescendo. Pesquisa divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que o índice que mede o receio de perder o emprego subiu 4,1% em março, na comparação com dezembro do ano passado, e 7,8% ante março de 2015. Este é o pior dado registrado na série histórica desde julho de 1999.

A CNI utiliza o resultado médio da pesquisa feita em 2003 para estabelecer uma base fixa de 100 pontos. Seguindo esse parâmetro, a média histórica do medo do desemprego é de 88,7 pontos, mas a deterioração do mercado de trabalho no País levou o resultado da pesquisa a 106,5 no mês passado. O único resultado pior da série, há quase 17 anos, ficou em 107,3 pontos. Em março de 2015, estava em 98,8 pontos.

"A continuidade do crescimento do indicador indica que as expectativas dos brasileiros em relação ao mercado de trabalho continuam a se deteriorar", avalia a CNI. 

Além disso, o Índice de Satisfação com a Vida, também medido pela CNI, bateu recorde negativo, ao registrar uma queda de 2,4% ante dezembro do ano passado, atingindo 92,4 pontos. A média histórica é de 101,0 pontos. Em março de 2015, o indicador estava em 94,7 pontos.

Para o levantamento, a CNI ouviu 2.002 pessoas em 142 municípios entre os dias 17 e 20 de março deste ano.

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