Camila Domingues/ Palácio Piratini
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Medo do desemprego diminui em setembro entre os brasileiros

Índice medido pela CNI atingiu neste mês 61,2 pontos;pessoas com renda familiar até dois salários são as mais receosas

Fabrício de Castro, O Estado de S.Paulo

11 de outubro de 2016 | 13h56

BRASÍLIA - O brasileiro começa a dar sinais de que o pior da crise econômica, em sua avaliação, pode ter ficado para trás. O Índice de Medo do Desemprego (IMD) medido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) atingiu, em setembro, 61,2 pontos. O resultado segue bastante acima da média histórica, de 48,2 pontos, mas representa uma queda de 6,7 pontos em relação ao dado anterior, de junho, e um recuo de 3,9 pontos ante setembro de 2015. Os números foram divulgados nesta terça-feira, 11, pela CNI. Quando maior o índice, maior o medo da população em perder o emprego. De acordo com a confederação, o medo de desemprego é maior entre os entrevistados com renda familiar mais baixa.

Entre aqueles com renda superior a cinco salários mínimos (mais de R$ 4,4 mil), o IMD foi de 49,8 pontos em setembro - ou seja, mais próximo da média geral histórica. Por outro lado, pessoas com renda familiar de um a dois salários mínimos (R$ 880 a R$ 1,76 mil) têm IMD de 67,9 pontos. Entre aqueles com renda de até um salário mínimo (R$ 880), o índice é de 66,9 pontos.

Também medido pela CNI, o Índice de Satisfação com a Vida (ISV) atingiu em setembro os 67,0 pontos. Ele permanece abaixo da média histórica, de 70,0 pontos, mas avançou 2,5 pontos em relação a junho e 1,9 ponto ante setembro de 2015. Foi o segundo avanço consecutivo na percepção de satisfação com a vida entre os brasileiros. 

De acordo com a CNI, a satisfação com a vida é maior no grupo com renda familiar acima de cinco salários mínimos (70,9 pontos). Entre os que ganham até um salário mínimo, o índice atinge 65,0 pontos. Chama atenção ainda o fato de que a satisfação com a vida, conforme o índice da CNI, é maior entre as pessoas que moram no interior do Brasil (68,3 pontos), na comparação com aqueles que estão nas capitais (65,9 pontos) ou nas periferias (63,4 pontos).

Para a formulação dos índices, foram entrevistadas 2.002 pessoas em 143 municípios do País, de 20 a 25 de setembro. 

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