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Medo é bom para os mercados, diz colunista do ''Financial Times''

Para Martin Wolf, possibilidade de perdas é necessária para mercados não "enlouquecerem".

BBC Brasil, BBC

15 de agosto de 2007 | 07h39

O atual período de incertezas nos mercados financeiros mundiais mostram que os mercados e, principalmente os grandes investidores, precisam do medo de eventuais perdas para não "enlouquecerem", na avaliação de Martin Wolf, um dos principais colunistas do jornal Financial Times.Em artigo publicado na edição desta quarta-feira do FT, Wolf argumenta que "é impossível para gente de fora regular o sistema financeiro global" e que eles "precisam regular a si mesmos"."A única coisa que pode persuadi-los a fazer isso é a certeza de que os apostadores poderão afundar", afirma, sugerindo que a decisão de Bancos Centrais de injetarem dinheiro para aumentar a liquidez nos mercados é negativa por passar uma mensagem de que será possível aos investidores evitarem perdas."Então o capitalismo é para os pobres, e o socialismo é para os capitalistas. Esta visão é não somente ofensiva. Ela é catastrófica", alega o colunista.Wolf comenta que "o mundo assistiu a quatro grandes bolhas nas últimas duas décadas - nas bolsas japonesas nos anos 1980, nas bolsas e no mercado imobiliário asiáticos em meados dos anos 1990, nas bolsas americanas e européias no final dos anos 1990 e, finalmente, nos mercados imobiliários de grande parte do mundo desenvolvido após o ano 2000"."Tem havido muito financiamento imprudente pelo mundo, com Bancos Centrais e ministérios das Finanças provendo resgates praticamente em todos os estágios", diz. Para ele, o atual cenário indica que "infelizmente, há todas as possibilidades de que eles repitam os erros".Para Wolf, o atual cenário deve levar a "um período de reconhecimento de perdas, de endurecimento das condições para crédito e da redução dos empréstimos de risco". "Tal período, desejável em si só, levará a uma forte pressão por cortes rápidos de juros, ao menos nos Estados Unidos, e então por outro resgate de um sistema com tendência a crises. Esta pressão deve ser resistida ao máximo", defende.BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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