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Meio-ambiente e economia cedem espaço para terrorismo em cúpula do G-20

Discurso da presidente Dilma em encontro tratará dos ataques em Paris e reforçará a mensagem de solidariedade à França

Fernando Nakagawa, O Estado de S. Paulo

14 de novembro de 2015 | 18h39

ANTÁLIA, TURQUIA - Os avanços do Brasil no meio-ambiente e o pedido do País para ter mais acesso aos mercados internacionais perderam boa parte do espaço no discurso que a presidente Dilma Rousseff prepara para a abertura do encontro de cúpula das 20 maiores economias do mundo, o G-20. No lugar, Dilma tratará de terrorismo e reforçará a mensagem de solidariedade à França e repúdio às ações em Paris.

O Broadcast apurou que os atentados terroristas em Paris alteraram de última hora o conteúdo do discurso presidencial para o G-20. O tema deverá estar presente na fala de Dilma Rousseff no encontro dos BRICS - grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul - que será realizado na manhã de domingo, 15, e também na intervenção inicial de Dilma na sessão de abertura do encontro de Antália.

A presidente usará o discurso para reforçar a solidariedade ao povo francês. Parte desse tom foi usado na carta que Dilma Rousseff enviou ao presidente francês François Hollande. No texto enviado no sábado a Paris, Dilma classificou os atentados como "covardes" e disse ter confiança que os franceses enfrentarão com altivez e determinação o momento tão difícil.

Antes dos atentados, Dilma usaria o discurso para reafirmar o compromisso do Brasil com as políticas ambientais e os resultados já obtidos pelo País no esforço de conter o desmatamento e a redução de emissão de carbono. A presidente também daria mais ênfase ao pedido do Brasil de abertura dos mercados internacionais. Na linguagem diplomática das cúpulas, o tom indicaria a contrariedade de Brasília com iniciativas de algumas economias para aumentar o protecionismo.

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