Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

Meirelles afirma a analistas que PEC do teto de gastos deve ser aprovada na Câmara até novembro

Em conferência com o mercado financeiro, ministro teria dito que a crise econômica ajuda no avanço das reformas

Maria Regina Silva, O Estado de S.Paulo

16 Setembro 2016 | 16h45

O governo acredita na chance de rápida aprovação das medidas do ajuste fiscal pelo Congresso, segundo participante de teleconferência feita nesta sexta-feira, 16, pelo Itaú BBA com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, o secretário-executivo da pasta, Eduardo Guardia, e a secretária do Tesouro Nacional, Ana Paula Vescovi. No call, do qual participaram inclusive investidores estrangeiros, o alto escalão da equipe econômica de Michel Temer indicou que a PEC do teto dos gastos deve ser aprovada na Câmara até novembro.

No Senado, segundo a fonte, a expectativa da equipe é de que a tramitação tende a ser mais rápida, podendo ser votada até o fim do ano. Disseram ainda que o risco de essas reformas pararem no Congresso é baixo e que o Congresso sabe da necessidade da aprovação das medidas, que têm sido detalhadas e explicadas por membros da equipe aos integrante do Congresso. "As chances de aprovação da PEC do teto são altas. A crise econômica hoje ajuda no avanço das reformas", teria dito Meirelles.

Meirelles voltou a explicar, ainda segundo relato, que mais de 80% dos gastos são determinados pela Constituição, e que entre 1991 e 2016 os gastos do governo federal cresceram de 10% para 19% do Produto Interno Bruto (PIB). Na visão do ministro, disse a fonte, a tendência se acentuou nos últimos cinco anos e não é sustentável no longo prazo.

Sobre a reforma previdenciária, as autoridades teriam afirmado que a idade mínima é pré condição para as negociações avançarem e que haverá um período de transição para esse patamar. As autoridades teriam dito ainda aos economistas que a reforma da Previdência está pronta para ser mandada ao Congresso até o final do mês, podendo ser aprovada em 2017, com maior possibilidade que isso aconteça no segundo trimestre do ano que vem.

Ao tratar da questão da dívida dos Estados, lembrando que os do Norte e do Nordeste ameaçam declarar calamidade pública se não tiverem ajuda financeira da União, os integrantes do governo disseram, segundo fontes, que os Estados devem ter o mesmo teto de despesas como a União e que as dívidas deles já estão sendo reestruturadas.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.