Meirelles afirma que estabilidade no Brasil é de curto prazo

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, destacou hoje o fato de que a estabilidade macroeconômica brasileira ainda é de curto prazo. Ao participar do seminário "Reavaliação do Risco Brasil", promovido pela FGV, Meirelles admitiu que as mudanças que devem levar a uma revisão do risco brasileiro têm ainda curta duração. A partir de uma série de indicadores, o presidente do BC mostrou os avanços recentes da economia brasileira nos últimos anos, apostando numa trajetória declinante do risco Brasil - taxa que mede a desconfiança do investidor estrangeiro em relação à capacidade de pagamento da dívida do País. Quanto maior esta taxa maior é o risco do País. Ao mostrar a relação dívida líquida sobre o PIB, Meirelles disse que este desempenho era preocupante entre 1995 e 2003, mas a trajetória foi invertida neste ano, com perspectivas de continuar caindo. Da mesma forma, o resultado da balança comercial deste ano, com superávit de mais de US$ 32 bilhões, indica um resultado promissor para o próximo ano, o que também terá impacto no risco. O desempenho do superávit das transações correntes também foi mencionado como um fator positivo desta tendência. Em seguida, o presidente do Banco Central citou o fortalecimento das reservas líquidas internacionais, que devem fechar o ano em US$ 24,4 bilhões, como um indicativo da redução da vulnerabilidade externa brasileira. Meirelles listou ainda dois outros indicadores: o crescimento do comércio exterior, frente ao PIB e a redução da taxa de rolagem da dívida cambial. Por fim, o presidente do BC destacou o compromisso "inequívoco" do governo com o regime de metas de inflação, sem mencionar números, assim como o bom desempenho do crescimento econômico, que deve fechar o ano, de acordo com ele, em 4,6%.

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