Gabriela Bilo/Estadão
Gabriela Bilo/Estadão

Meirelles afirma que não há discussão para reduzir idade mínima de aposentadoria de mulheres

O ministro da Fazenda, no entanto, admitiu que pode haver mudanças na reforma

Francisco Carlos de Assis e Altamiro Silva Junior, O Estado de S.Paulo

23 Junho 2017 | 14h17

SÃO PAULO - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse nesta sexta-feira, 23, que não existe nenhum estudo ou discussão dentro do governo que vise à redução da idade mínima para a aposentadoria das mulheres. 

"Eu li isso hoje em algum lugar, mas não há essa discussão na agenda do governo", disse o ministro em rápida entrevista que aos jornalistas após ter participado na manhã desta sexta-feira, 23, em evento da Câmara Americana (Amcham).

Meirelles disse, inclusive, que conversou com os secretários da pasta que cuidam mais de perto das questões relacionadas à reforma da Previdência e essa discussão não chegou a ele. 

Com relação ao impacto da crise política sobre a economia, o ministro voltou a afirmar que, na margem, ela exerce influência sobre o Produto Interno Bruto (PIB). No entanto, disse ele, esse impacto é passageiro e não altera a agenda do governo. Mas acrescentou que o quanto antes as reformas forem aprovadas, melhor será para a retomada do crescimento da economia. 

Dificuldades. O ministro ainda declarou que não vale a pena fazer uma reforma da Previdência que cria a necessidade de fazer outra reforma daqui a poucos anos. Ele reconheceu, porém, que dentro do quadro atual, de crise política, pode haver algumas mudanças. "Estamos discutindo isso", afirmou respondendo a pergunta da plateia.

 "Na minha opinião, não nos interessa fazer uma reforma que nos obrigue a fazer outra em três anos", disse ele. "Minha proposta é para que façamos uma reforma sustentável."

Meirelles descartou redução da carga tributária hoje no Brasil e afirmou que o governo vai conseguir cumprir a meta fiscal. "Hoje, como estamos, não há espaço para corte de impostos."

Questionado sobre a crise política, Meirelles disse que a situação será resolvida em algum momento. "Há um rito judicial e legislativo claro." O ministro disse que a expectativa do governo é que o Congresso não vai aceitar as denúncias contra o presidente Michel Temer. 

"É normal que existam muitas preocupações, mas isto tenderá a ser resolvido", afirmou, ressaltando que as instituições no Brasil estão funcionando. "A crise política não vai ficar aqui por período prolongado."

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