Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Meirelles afirma que redução de prazo para repasse de pagamento de cartões não será imediata

Governo vai dar uma chance aos bancos de fazer uma diminuição 'voluntária' dos juros cobrados do consumidor

Idiana Tomazelli, Adriana Fernandes e Eduardo Rodrigues, O Estado de S. Paulo

21 de dezembro de 2016 | 12h40

BRASÍLIA - A redução do prazo para o repasse dos pagamento das operadoras de cartões de créditos aos lojistas não será uma medida imediata, afirmou há pouco o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Antes, o governo vai dar uma chance aos bancos de fazer uma “redução voluntária” dos juros cobrados do consumidor. “Se os bancos não começarem a baixar os juros, aí sim o Conselho Monetário Nacional toma essa decisão (de reduzir o prazo) na reunião de janeiro”, afirmou o ministro. Ele ressaltou, contudo, que a queda dos juros é uma “decisão dos bancos”.

O CMN já tem uma reunião programada para a tarde desta quarta-feira, 21, mas Meirelles garantiu que essa decisão de encurtar o prazo para o repasse dos cartões aos lojistas não será tomada nesta quarta. O ministro reafirmou ainda que “nada mudou” no cronograma anunciado na semana passada no Palácio do Planalto.

“Anunciei que nós teríamos, num prazo pouco superior a 10 dias, definição da linha de direção desse assunto, sobre diminuição do prazo do pagamento do cartão para o lojista, que é instrumento do CMN, ou queda de juros voluntária no sistema”, disse Meirelles. Segundo ele, o governo já está aperfeiçoando a estrutura de funcionamento dos cartões para justamente permitir essa queda de juros.

“O cronograma continua rigorosamente, as medidas serão tomadas de uma forma ou de outra”, reforçou o ministro. “O mais importante é que o custo para o consumidor seja menor, seja através dos juros, seja pagando antes para o lojista para que ele possa reduzir o preço.”

Meirelles disse ainda que acha pouco provável que o sistema financeiro adote represálias em relação a eventual decisão do CMN sobre o prazo menor. As empresas de cartões de crédito, contudo, chegaram a indicar que poderiam elevar juros e tarifas caso consigam ficar menos tempo em posse do dinheiro das transações. “É um processo normal, tranquilo. Não acredito que haja disputa ou ameaças, o relacionamento com instituições financeiras é respeitoso”, disse.

Em relação a medidas de microcrédito, Meirelles disse que o tema será analisado na reunião do CMN desta quarta-feira.

Notícias relacionadas

    Encontrou algum erro? Entre em contato

    Tendências:

    O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.