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Meirelles alerta para euforia provocada por expansão prolongada

"Esse movimento depois pode gerar também exagero de correção", diz presidente do BC

Célia Froufe, da Agência Estado,

22 de novembro de 2007 | 15h29

Todas as experiências de expansão prolongada das economias de qualquer país trazem consigo o risco de exagero, de exuberância, de euforia. A avaliação foi feita nesta quinta-feira pelo presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, que voltou a enfatizar o risco de precificação exagerada de alguns ativos. "Esse movimento depois pode gerar também exagero de correção e é importante olhar isso com muito cuidado", afirmou a jornalistas, após participar de almoço de posse do presidente da Associação Brasileira de Bancos Internacionais (ABBI), Enilson Alonso. Meirelles ponderou, no entanto, que nesse momento há uma correção externa de preços. As bolsas nos Estados Unidos vêm apresentando queda repetidamente, o que afeta o mercado acionário brasileiro. Só este mês a Bovespa registrou queda superior a 7%. "Não estamos exatamente hoje num momento de euforia, mas é importante termos atenção aos exageros", recomendou Meirelles. Segundo o presidente do Banco Central, como a expansão do Brasil vem sendo liderada pela demanda doméstica há um clima de maior tranqüilidade no País. "Mas é importante que sempre digamos: olha, no momento em que as coisas vão bem e que há indícios de que continuarão bem, é também o momento de termos cuidado", reafirmou. Na avaliação de Meirelles, está claro que se porventura os Estados Unidos entrarem em recessão, isso afetará as economias de todo o mundo, porque a demanda daquele país por importações diminuirá. Ele disse, no entanto, que não compete ao Banco Central dar opiniões a respeito de precificações específicas de alguns ativos. Condições do País O Brasil passa neste momento por um processo cauteloso de diversificação das reservas internacionais, de acordo com o presidente do Banco Central. Ele lembrou que a maior parte dessas reservas ainda está em dólar, apesar da desvalorização recente da moeda, mas que isso é necessário em função da dívida externa brasileira."Temos que olhar para isso, ter um hedge para a dívida, mas estamos em um momento de fazer uma diversificação dos recursos com muito cuidado", afirmou a jornalistas, após participar de almoço de cerimônia de posse do presidente da Associação Brasileira de Bancos Internacionais (ABBI), Enilson Alonso, que é também presidente do HSBC no Brasil.O presidente do BC voltou a salientar que a economia brasileira segue sólida, apesar de o dólar estar se desvalorizando em relação a várias moedas do mundo. "Temos que entender que não temos um problema com o Real; o problema é com o dólar", enfatizou.

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