Paulo Whitaker|Reuters
Paulo Whitaker|Reuters

Meirelles aposta na retomada já a partir do 1º trimestre

De acordo com o ministro da Fazenda, resultado ruim da economia este ano afeta as previsões para 2017

Vinicius Neder, Fernanda Nunes, O Estado de S.Paulo

19 de dezembro de 2016 | 23h13

RIO - As revisões para baixo nas projeções de crescimento da economia em 2017 se devem à retração ainda mais forte do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, mas não mudam a perspectiva de retomada a economia a partir do primeiro trimestre, afirmou o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.

Ele destacou a desaceleração da inflação e ressaltou que “está cada vez mais claro que a retomada da economia ocorrerá”. “A expectativa é que o Brasil já trabalhe com crescimento no primeiro trimestre de 2017”, disse, após evento da Receita Federal, na Ilha Fiscal, no Rio.

Apesar disso, reconheceu Meirelles, o crescimento médio de 2017 ante 2016 ficará “num patamar baixo”. O boletim Focus desta semana, pesquisa do Banco Central (BC) com analistas do mercado financeiro divulgada às segundas-feiras, mostrou piora nas projeções de crescimento. Na semana passada, a média das estimativas apontava para alta de 0,7% no PIB do ano que vem. Ontem, essa média caiu para 0,58%.

“O mercado está revisando um pouquinho para baixo, mas é muito em função dessa queda pronunciada do PIB neste ano”, afirmou Meirelles. Segundo ele, o governo está prevendo alta do PIB de 2% no último trimestre de 2017 quando comparado ao quarto trimestre de 2016.

Para retomar a economia, disse, o governo está “tomando as medidas necessárias”, como a proposta de emenda constitucional (PEC) que controla o crescimento dos gastos públicos, a reforma da Previdência e “mudanças fortes na postura de combate à inflação”. O pacote de medidas microeconômicas é uma “agenda de aumento da produtividade”, segundo ele.

“É um projeto extenso de recuperação da economia, mas estamos partindo de uma base muito baixa. É a maior crise, a maior recessão do Brasil desde que o PIB brasileiro começou a ser medido”, afirmou.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.