Meirelles avisou Lula de alta do juro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está convencido de que a alta de 0,75 ponto porcentual na taxa básica de juros brasileira foi "absolutamente necessária" para segurar o aumento dos preços e evitar que a inflação chegue a dois dígitos em 2009. Lula conversou com o presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, na terça-feira - no primeiro dia da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) - e foi informado de que era preciso acelerar o ritmo de alta dos juros. Não resistiu. Ao contrário: deu todo apoio à medida."Vamos fazer o que tem de ser feito", disse o presidente. A preocupação do Palácio do Planalto é de que a inflação volte a atazanar a economia e provoque perda da renda do trabalhador. Pelas análises apresentadas por Meirelles a Lula, se os juros não começassem a subir de forma mais veloz agora, a escalada de preços e a retração econômica teriam maior impacto sobre o País em 2010, ano de eleição presidencial. Sem esconder o interesse em eleger seu sucessor - ou "sucessora", como costuma brincar, numa referência à chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT) -, Lula já avisou que fará de tudo para a economia não desandar. Em mais de uma ocasião, ele garantiu aos ministros mais íntimos que não medirá esforços para não pôr a perder as principais conquistas de seu governo - a estabilidade da economia e o aumento do poder aquisitivo dos mais pobres - justamente no último ano de mandato, às vésperas da eleição. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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