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Meirelles: bancos médios captaram R$ 4 bi com FGC

O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, afirmou hoje que a captação de recursos por bancos de pequeno e médio portes com aval do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) soma cerca de R$ 4 bilhões. De acordo com Meirelles, esse é um dos mecanismos que auxiliam a restaurar o fluxo de crédito para as empresas no Brasil. Outro instrumento é o leilão de dólares para empresas de qualquer setor produtivo, sem ser necessariamente ligadas à área de comércio exterior. Meirelles destacou que os bancos comerciais apresentam taxas menores de juros para a concessão de financiamento em várias modalidades e também estão aumentando os prazos de pagamento. Ele mencionou o caso do Banco do Brasil, que elevou em R$ 13 bilhões o volume de recursos destinado para linhas de crédito a pessoas físicas.

RICARDO LEOPOLDO, Agencia Estado

26 de maio de 2009 | 17h19

Meirelles, contudo, afirmou que vê a situação da economia brasileira em meio à crise financeira mundial "com otimismo, mas com pé no chão". Apesar da empolgação de investidores internacionais com as perspectivas de avanço da economia brasileira no médio prazo, o que aumentou o ingresso de dólares no País e melhorou de forma expressiva o nível do índice Bovespa (Ibovespa), Meirelles disse que é preciso ter cautela, pois a euforia pode provocar volatilidade no mercado. Fortes oscilações de ativos financeiros, entre eles o câmbio, causam instabilidade aos agentes econômicos, pois dificultam o planejamento de seus investimentos, especialmente de empresários que atuam em diferentes setores, entre eles os exportadores.

"Sairemos mais fortes da crise e mais importantes devido ao aumento dos investimento nos últimos anos. E mais: sairemos com espaço para crescer sem desequilíbrios no curto prazo", disse o presidente do BC. Ele afirmou que os mercados internacionais fazem avaliações e que o futuro do Brasil "será favorável", pois conta com uma economia estável e previsível.

"A política de metas para a inflação, o acúmulo de reservas internacionais, a manutenção do câmbio flutuante e a (situação) cadente da relação dívida pública sobre o PIB tiveram papel fundamental na sedimentação do quadro favorável", avaliou. Meirelles destacou que no dia 22 de maio as reservas cambiais somavam US$ 205,4 bilhões, marca pouco superior aos US$ 205,1 bilhões registrados em agosto do ano passado, algumas semanas antes do recrudescimento da crise financeira internacional.

De acordo com o presidente do BC, a queda da taxa de juros real no Brasil está sendo causada por fatores conjunturais e estruturais. Em relação às questões conjunturais, tal redução está sendo causada pela desaceleração do nível de atividade provocada pela recessão mundial. Em relação às questões estruturais, a queda se deve à estabilidade da economia, que alcançou nos últimos anos bons níveis de crescimento com a inflação baixa.

Em palestra promovida pelo Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (Ibef-SP), na capital paulista, Meirelles apresentou gráficos com séries históricas que mostravam os desempenhos, entre outros indicadores, do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Produto Interno Bruto (PIB) e da demanda agregada. Ele comentou com ironia que tais resultados favoráveis apurados durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicam que a palavra "excessivamente" usada por analistas para classificar o conservadorismo do BC na condução da política monetária é "inadequada".

O presidente do BC afirmou que a taxa de juro real hoje está próxima a 5,2% ao ano, que é o patamar mais baixo da história recente do País. "A memória muitas vezes falha, mas 5% era um número que era visto como um grande desejo por muita gente há muitos anos. Vimos que estamos lá. O fato concreto é que esta é a realidade", disse.

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