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Meirelles: bancos privados terão de seguir os públicos

O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, disse hoje acreditar que os bancos privados, em algum momento, terão de seguir os bancos públicos no sentido de ampliar a oferta de crédito e reduzir a taxa de juros. Indagado sobre se as taxas de juros praticadas pelos bancos públicos seriam "insustentáveis", como disse o presidente executivo do Itaú Unibanco, Roberto Setubal, Meirelles respondeu: "Não. Nós não temos a informação até o momento de que haja bancos praticando taxas insustentáveis", afirmou. "Os resultados das instituições estão sendo publicados. E, como eu disse com toda a clareza, em última análise isso serve como critério de medidas."

FRANCISCO CARLOS DE ASSIS E LUCINDA PINTO, Agencia Estado

14 de agosto de 2009 | 12h22

Meirelles explicou que os bancos públicos, numa reação do Brasil à crise, adotaram medidas contracíclicas, ampliando a oferta de crédito e praticando taxas de juros mais baixas. Ele acrescentou ainda que as instituições financeiras públicas foram beneficiadas pelo aumento de depósitos de clientes que estavam em busca de maior segurança. "Agora, na medida em que a economia for se estabilizando, os bancos privados deverão seguir os bancos públicos, voltando a emprestar com taxas mais baixas. É natural que, num cenário mais tranquilo, os bancos privados busquem recuperar mercado, captando e emprestando a taxas de juros mais baixas", disse.

Meirelles afirmou que historicamente os bancos privados não têm dificuldade de conceder crédito e reduzir spread (diferença entre o custo pago pelo banco para captar recursos e o juro que ele cobra dos clientes). Segundo ele, essa dificuldade aconteceu agora por causa das medidas contracíclicas adotadas pelo bancos públicos para combater a crise.

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