Meirelles: bancos públicos mostram que taxas são sustentáveis

Presidente do BC diz que instituições privadas terão que ampliar oferta de crédito e reduzir os juros

Francisco Carlos de Assis e Lucinda Pinto, da Agência Estado,

14 de agosto de 2009 | 12h03

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse nesta sexta-feira, 14, acreditar que os bancos privados, em algum momento, terão que seguir os bancos públicos no sentido de ampliar a oferta de crédito e reduzir a taxa de juros. Indagado sobre se as taxas de juros praticadas pelos bancos públicos seriam "insustentáveis", como disse o presidente do Itaú Unibanco, Roberto Setubal, Meirelles respondeu: "Não. Nós não temos a informação até o momento de que haja bancos praticando taxas insustentáveis", afirmou. "Os resultados das instituições estão sendo publicados. E, como eu disse com toda a clareza, em última análise isso serve como critério de medidas."

 

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Meirelles explicou que os bancos públicos, numa reação do Brasil à crise, adotaram medidas contracíclicas, ampliando a oferta de crédito e praticando taxas de juros mais baixas. Ele acrescentou ainda que as instituições financeiras públicas foram beneficiadas pelo aumento de depósitos de clientes que estavam em busca de maior segurança. "Agora, na medida em que a economia for se estabilizando, os bancos privados deverão seguir os bancos públicos, voltando a emprestar com taxas mais baixas. É natural que, num cenário mais tranquilo, os bancos privados busquem recuperar mercado, captando e emprestando a taxas de juros mais baixas", disse.

 

Meirelles afirmou que historicamente os bancos privados não têm dificuldade de conceder crédito e reduzir spread. Segundo ele, essa dificuldade aconteceu agora por causa das medidas contracíclicas adotadas pelo bancos públicos para combater a crise.

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