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Meirelles credita a compulsório resposta rápida à crise

Presidente do BC disse que Brasil mostrou as lições que havia aprendido durante as crises nos anos 90

NALU FERNANDES, Agencia Estado

25 de agosto de 2009 | 11h34

O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, afirmou nesta terça-fera, 25, que "há algumas lições que explicam por que o Brasil está se recuperando desta crise mais rápido do que muitos analistas esperavam, depois de ter sido afetado de uma forma mais forte do que muitos esperavam". Em apresentação para uma plateia de empresários e investidores, em Nova York, Meirelles disse que a concessão de crédito no País já está de volta aos níveis anteriores à crise e ponderou que os bancos públicos estão liderando o crescimento.

 

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O presidente utilizou um ''paper'', divulgado no simpósio de Jackson Hole, em Wyoming, neste final de semana, para fazer associações com a situação do País. No estudo, o autor comparou o tipo da crise com um ataque cardíaco, observou Meirelles. Em outubro de 2008, quando houve a piora dos mercados após a falência do Lehman Brothers no mês anterior, quando ocorreu o "ataque cardíaco", "se não tivéssemos os compulsórios, não teríamos sido capazes de agir tão rapidamente", afirmou Meirelles. Tivemos condições que nos permitiram agir muito, muito, muito rapidamente", enfatizou.

A base da reação rápida do País em relação à crise, explicou o presidente do BC, reside no fato de que havia recursos disponíveis e o sistema estava saudável. O que havia era aperto de liquidez, acrescentou. "Isto é uma grande diferença. O BC pôde agir rápida e decisivamente", afirmou. Se houvesse um aperto hoje como o visto no período mais agudo da crise, acrescentou Meirelles, todas as necessidades de rolagem seriam cobertas de outubro de 2008 até dezembro de 2009.

Meirelles ponderou que "o Brasil mostrou as lições que havia aprendido durante as crises nos anos 90". O presidente do BC lembrou que o País entrou na crise global tendo mais de US$ 200 bilhões em reservas internacionais, um cenário diferente do passado. Em evento organizado pela Câmara de Comércio Brasil-EUA para investidores e empresários, ele ponderou que o País não apenas aumentou significativamente as reservas como também reduziu a dívida externa.

"O Brasil entrou na crise como um credor líquido", afirmou, ao acrescentar que o País também já tinha grau de investimento. A dinâmica da dívida também se diferencia em relação ao passado. Antes, lembrou ele, com a apreciação do dólar, a dívida ia para cima. Isso significa que havia deterioração. Hoje, a combinação de reservas e o perfil da dívida têm funcionado como um estabilizador automático.

Meirelles acrescentou que o Brasil entrou na crise com forte dinâmica de crescimento. Hoje o potencial do Produto Interno Bruto (PIB) é maior do que em crises no passado. Muitos emergentes têm de estimular a criação do mercado doméstico. "Já em 2008, o Brasil tinha um mercado mais estimulado em comparação com o passado", citou. Ainda na linha das lições aprendidas pelo Brasil com o passado, o presidente do BC observou que o nível de capital dos bancos estava "bastante confortável" em 2008, quando a crise avançou para a fase mais aguda. "Desta vez, o sistema estava mais bem preparado."

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