Meirelles: declaração não indica tendência para juro

O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, esclareceu hoje, por meio de sua assessoria, que sua declaração feita em entrevista à agência Dow Jones sobre a alta do juro ser o "próximo passo" de saída da política monetária acomodativa foi retirada do contexto e não deve ser interpretada como indicação de tendência da próxima reunião do Copom, marcada para terça e quarta-feira.

LUCIANA XAVIER, ENVIADA ESPECIAL, Agencia Estado

25 de abril de 2010 | 19h03

No trecho da entrevista em que citou o "próximo passo", Meirelles listava medidas de estímulo adotadas para enfrentar a crise econômica global, como o estabelecimento de exigências para o compulsório dos bancos, aumento de reservas em vez de venda e redução de posições em futuros e derivativos.

"Isso significa que o próximo passo seria o movimento da taxa básica", disse ele, acrescentando que o Copom determinou em sua última reunião, em março, que deveria "pensar sobre que passo seria esse durante a próxima reunião (de abril)".

Na entrevista, Meirelles alertou os mercados para que não tentem encontrar "sinais" sobre a magnitude de uma eventual alta de juro nos relatórios e nas atas divulgados anteriormente pelo BC. "A mensagem que eu daria aos players é de que não tentem ler nas entrelinhas do que o Banco Central disse nas atas ou no relatório de inflação (e tentem encontrar) um sinal dado por um membro ou por outro. Não há sinais."

Nos documentos mais recentes, "nós apenas expressamos o raciocínio da decisão da última reunião". "Mas não demos nenhum sinal sobre se há um número versus um outro número."

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