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Meirelles defende contenção de gastos e cita 'aumento temporário de receitas'

Ministro comentou que o governo atual está criando condições de estabilidade 'para os próximos anos ou, quem sabe, para as próximas décadas'

O Estado de S.Paulo

21 de outubro de 2016 | 15h24

SÃO PAULO - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta sexta-feira, 21, que o País precisa fazer uma contenção permanente do gasto total no governo. "Precisamos fazer contenção permanente de gastos total (do governo) e aumento temporário de receitas", disse. 

Ele reforçou que a contenção de gastos é necessária em virtude de um cenário histórico que mostra que a arrecadação cresce mais que o Produto Interno Bruto (PIB) em épocas de crescimento da economia, mas que cai mais do que a queda do PIB em períodos de recessão. 

Meirelles reforçou que a intenção do governo é consubstanciar as condições para a estabilidade econômica do País. "Nós queremos aqui consubstanciar porque de fato precisamos ter confiança para fazer projeções com base nisso, e não apenas em plano ou intenção de governo", disse.

Ele comentou que o governo atual está criando condições de estabilidade "para os próximos anos ou, quem sabe, para as próximas décadas". As medidas, segundo o ministro, criam condições para a estabilidade econômica do Brasil, depois de cair sistematicamente de 2011 até maio de 2016.

"A mudança não foi apenas subjetiva, ela é objetiva, a expectativa começa a subir combinada com índices de indicadores antecedentes da economia, que começam a dar sinais positivos e isso reflete na expectativa dos agentes que a mudança vai ocorrer e que o ajuste vai ser feito."

Fatores políticos. O ministro da Fazenda negou que a prisão do deputado federal cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) tenha interferência na articulação do governo para aprovar PEC do teto dos gastos no Congresso Nacional. "Não acredito que PEC esteja sendo influenciada por fatores políticos ou outros fatores momentâneos. Eu acredito que a PEC está sendo aprovada até o momento, já foi no primeiro turno na Câmara, exatamente pela consciência do Congresso que reflete a consciência da população de que a emenda é necessária para o País", disse o ministro, ao ser questionado sobre a prisão do parlamentar cassado.

Quando perguntado se novas revelações da Operação Lava Jato preocupavam o governo na retomada da confiança econômica, Meirelles respondeu que o que está elevando a confiança são medidas econômicas que estão sendo propostas pelo governo e a noção de que as instituição brasileiras são fortes. "A força das instituições brasileiras se reflete em várias questões, uma delas é a independência do Judiciário, da imprensa, do Congresso e etc. Eu acho que as instituição estão funcionando normalmente e é isso o que mais importa." / ÁLVARO CAMPOS, FRANCISCO CARLOS DE ASSIS, DAYANNE SOUSA, LUCIANA COLLET E DANIEL WETERMAN

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