Marcelo Camargo/Agência Brasil
Marcelo Camargo/Agência Brasil

Meirelles defende corte de despesas e diz que Previdência será votada 'tão logo seja possível'

Declarações do ministro da Fazenda foram feitas durante entrevista ao Programa do Ratinho; Meirelles defendeu cortes como forma de diminuir carga tributária no País

Fernanda Guimarães, O Estado de S. Paulo

03 Março 2018 | 10h32

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, reiterou, em entrevista ao Programa do Ratinho, exibido na noite desta sexta-feira, 2, no SBT, a necessidade do governo reduzir despesas para que possa, futuramente diminuir a carga tributária no País. Meirelles disse que essa agenda passa pelas reformas e que a da Previdência, por exemplo, será votada "tão logo seja possível". Com a intervenção na segurança no Rio de Janeiro, a Previdência saiu da pauta do Congresso. A entrevista foi gravada no dia 01, última quinta-feira, 1.

Meirelles destacou ainda a importância da agenda da simplificação tributária e disse que um projeto será enviado ainda neste ano ao Congresso. Outro projeto, para diminuir a burocratização, também está na mesa no governo, afirmou. "Antigamente se dizia: ou se acaba com a saúva ou a saúva acaba com o Brasil. Agora, é mais ou menos assim: ou o Brasil acaba com a burocracia ou a burocracia acaba com o Brasil", disse.

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Questionado, Meirelles se mostrou favorável à privatização de presídios no Brasil. "Essa é uma boa ideia, já está sendo tratada em muitos países, com muitos fazendo essa experiência. Temos que ver quais serão as obrigações das empresas que ganharem as concessões e como cobrar as empresas", afirmou.

O ministro defendeu também a decisão do governo de decretar intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro. "Essa foi uma decisão muito acertada do presidente Temer. Foi uma medida necessária, acertada e tomada na hora certa", afirmou. Meirelles disse que nesta semana o presidente Michel Temer se reuniu com governadores para discutir como a questão da segurança será tratada em outros Estados brasileiros.

Segundo ele, a retomada da economia já vem sendo observada, com queda de inflação e empregos sendo gerados. Contudo, Meirelles disse que a maioria da população ainda não sentiu esses efeitos. "Esse é um efeito que demora para chegar a todas as pessoas", afirmou.

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O ministro disse ainda que o número de empregados no Brasil está aumentando muito e que empregos estão sendo criados, mas que um número grande de pessoas voltaram a buscar ativamente empregos com a sinalização de melhora da economia e que isso acaba aumentando o número de desempregados que são contabilizados nos dados oficiais.

Candidatura. Sobre sua possível candidatura à presidência, Meirelles disse que tomará essa decisão "daqui um mês" e que, neste momento, está concentrado em seu trabalho como ministro da Fazenda. "Tenho que concluir uma série de projetos em andamento e, dentro do prazo legal, vou tomar uma decisão", disse.

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