Meirelles defende prudência no sistema financeiro

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse ontem que os problemas do sistema financeiro não são criados durante períodos de contração, mas, sim, durante a expansão. "Por isso, as provisões têm de ser criadas no momento de expansão", afirmou, durante palestra na entrega do prêmio Destaques AE Projeções, em São Paulo, para uma plateia formada por economistas e analistas.

Patricia Lara e Ricardo Leopoldo, O Estado de S.Paulo

30 de abril de 2010 | 00h00

Meirelles defendeu a aplicação de regras prudenciais em momentos de expansão. "Regras prudenciais que não permitissem a alavancagem seriam a primeira linha de defesa", avaliou.

O presidente do BC comentou ainda, durante a palestra, a situação grega. Ele destacou o aspecto positivo, que é o fato de a Grécia fazer parte da União Europeia. Mas observou que, por isso mesmo, o país não tem independência em sua política cambial e monetária. "É um desafio institucional interessante para os próximos anos", declarou, ressaltando, no entanto, que a Grécia é um país pequeno.

Copom. Após diversas declarações antes da reunião do Copom, que terminou com a elevação da taxa básica Selic em 0,75 ponto porcentual, Meirelles recusou-se a comentar a decisão, dizendo que assuntos pertinentes estarão na ata da reunião, que será divulgada na próxima quinta-feira. Ele fez apenas comentários sobre a política cambial. Mas reiterou que o BC não trabalha com nenhum piso nem teto para o câmbio. "Não temos piso nem teto nem banda (para o câmbio). O Banco Central tem uma política de compra de reservas para aumentar a resistência do País e compra aquilo que é oferecido pelo mercado nos leilões." /

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