Meirelles defende que discussões não afetam austeridade fiscal

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, afirmou hoje, durante audiência pública conjunta, promovida por seis comissões do Congresso Nacional, que o governo manterá o compromisso de estabilidade fiscal dentro das discussões de mudança da forma de contabilização dos investimentos públicos no superávit primário ? arrecadação do governo menos os gastos com as autarquias municipais, estaduais, federal e as empresas estatais.Segundo ele, a proposta acertada entre a direção do Fundo Monetário Internacional (FMI) e o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, de elaborar um projeto piloto sobre o tema, é muito importante, já que poderá resultar numa fórmula diferente de contabilizar os investimentos públicos, com retorno financeiro garantido. "Mas continuaremos comprometidos com as metas fiscais", disse Meirelles.O presidente do BC também comentou, em resposta ao deputado Paulo Afonso (PMDB-SC), que a situação do Brasil, hoje, é semelhante a de um pai de família, que zela pelo futuro de seus filhos. "As medidas que são tomadas pelo governo são semelhantes a de um pai de família responsável".Condições favoráveisSegundo Meirelles, não há como controlar ou prever o humor dos mercados. Mas o que o governo pode fazer é prever as condições que o País terá para enfrentar turbulências no cenário econômico externo. Segundo ele, o Brasil caminha para uma direção diferente do passado e hoje tem condições de enfrentar cenários de redução de liquidez internacional, mantendo o equilíbrio interno.De acordo com ele, é importante que o governo continue adotando medidas corretas que garantam um crescimento sustentado ao longo dos próximos anos. "É importante que nós não erremos, que tomemos medidas responsáveis para crescermos de forma sustentada", disse. Meirelles reafirmou que a expectativa do BC é a de que a economia brasileira crescerá este ano 3,5% e que possa ter uma evolução positiva nos anos seguintes.

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