Dida Sampaio/Estadão
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Meirelles diz apostar em continuidade do governo Temer

Ministro da Fazenda defendeu reformas e afirmou que há uma tendência ao pessimismo exagerado em alguns momentos

Anne Warth e Lorenna Rodrigues, O Estado de S.Paulo

26 de maio de 2017 | 12h13

BRASÍLIA - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que trabalha com o cenário de que o presidente Michel Temer vai cumprir seu mandato e se manter no cargo até o fim de 2018. "Meu cenário base é que o presidente vai continuar", afirmou.

O ministro fez as afirmações durante o 89º Encontro Nacional da Indústria da Construção, ao ser questionado sobre a crise política que ameaça a continuidade do governo. "Minha hipótese de trabalho é de continuidade [do governo Temer], à medida que o País vai bem e a economia está crescendo. Não vamos aqui ficar discutindo essas questões. O importante é que o País está na rota certa", afirmou.

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O ministro disse ainda que o importante é manter a continuidade da agenda de reformas, para ajustar a economia e aumentar a distribuição de renda. "Temos uma tendência, o que é normal, de que, em determinado momento, haja um pessimismo exagerado, que pode levar a decisões equivocadas", disse. "É importante serenidade e equilíbrio nesse tipo de situação."

Meirelles disse ainda que a agenda de reformas implantada pelo governo já foi incorporada à agenda nacional. Segundo ele, a reforma previdenciária é uma necessidade e já é vista dessa forma, independentemente de posições contrárias ou favoráveis ao governo.

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"A reforma da previdência extrapola esse campo de debates", afirmou. Sem a reforma, segundo ele, as despesas com Previdência podem chegar a 80% do PIB em alguns anos. "Daqui a pouco, não haverá recursos para pagar mais nada, só para pagar aposentadoria", afirmou. "Estamos longe disso e na hora de fazer [a reforma]."

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Sobre as mudanças na legislação trabalhista, o ministro avaliou como irrelevante o risco de um aumento do processo de "pejotização" do trabalhador. Segundo ele, essa possibilidade é limitada a algumas profissionais e seria inviável em fábricas com milhares de trabalhadores.

O ministro disse ainda que o governo tem condições de identificar empresas que prestem serviços para apenas uma companhia. "Pode-se estabelecer com facilidade uma contribuição previdenciária sobre o faturamento dessa empresa", afirmou. "À medida que isso se configure como tendência, essa distorção pode ser facilmente corrigida."


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Meirelles destacou ainda que o IBC-BR mostrou um crescimento de 1,12% no primeiro trimestre deste ano comparativamente ao mesmo período de 2016. "Houve um momento de ajuste no segundo semestre do ano passado, mas, a partir do momento em que começou o crescimento, no primeiro trimestre, começou rápido", afirmou. "Esse crescimento de 1,12% no trimestre é um crescimento anualizado de quase 4,5%. Isso mostra que o Brasil vai crescer e tem capacidade de crescimento, sim."

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