Fábio Motta/Estadão
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Meirelles diz que alta de imposto não está no horizonte, mas que haverá aumento se for preciso

Ministro da Fazenda considera que governo deve cumprir meta fiscal apenas com corte de gastos, mas que evolução da situação fiscal determinará a necessidade de elevar tributos

Altamiro Silva Junior, Francisco Carlos de Assis e Karla Spotorno, O Estado de S.Paulo

10 de maio de 2017 | 15h58

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse a jornalistas nesta quarta-feira, 10, que não há nada decidido ou programado no momento sobre alta de impostos no Brasil, mas com a evolução da situação fiscal, se for necessário, haverá elevação de tributos.

"Nosso compromisso é atingir a meta de resultado primário", afirmou ele, destacando que hoje o horizonte do governo é atingir esta meta apenas com corte de despesa.

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Sobre o resultado do IPCA divulgado hoje, Meirelles afirmou que é um sinal de que a inflação está reagindo também ao ajuste fiscal. "Em uma situação de incerteza, os formadores de preços tendem a aumentar o preço mesmo que a demanda esteja baixa, para poder se defenderem", disse ele. Com o ajuste fiscal, há queda das expectativas de inflação porque os formadores de preço tendem a aumentar menos os preços.

"Estamos saindo de uma recessão, Portanto não se justifica o nível de inflação que o País tinha antes, que era resultado dos desequilíbrios da economia", ressaltou Meirelles. Perguntado sobre o ritmo de corte de juros pelo Banco Central, Meirelles voltou a afirmar que um ministro da Fazenda não deve interferir nos assuntos da autoridade monetária. "É um Banco Central técnico, competente e que sabe o que faz."

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