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Meirelles diz que ata trará comentário sobre combustíveis

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, afirmou hoje que a ata da reunião de maio do Comitê de Política Monetária (Copom), que será divulgada amanhã, deverá trazer algum comentário sobre a questão dos preços dos combustíveis. Mas ele não quis adiantar o que estará na ata. Na última reunião, o Comitê manteve a Selic, a taxa básica de juros da economia, em 16% ao ano.Ele disse que o Banco Central (BC) continua perseguindo o centro da meta de inflação de 5,5% para este ano. Ele explicou que as projeções de inflação do Ministério do Planejamento, divulgadas ontem, em torno de 6,3%, é uma adaptação às estimativas de mercado. Meirelles disse que não está em discussão neste momento a possibilidade de o BC passar a trabalhar com uma meta ajustada de inflação.O presidente do Banco Central disse que não vê motivos para alterar a projeção de crescimento da economia neste ano, de 3,5%. De acordo com Meirelles, todos os indicadores apontam para o fato de que a economia brasileira vem crescendo desde o segundo semestre do ano passado. Ele não fez comentários sobre os dados a serem divulgados amanhã pelo IBGE, sobre o PIB no primeiro trimestre. Comentou apenas que vai aguardar os números.Apesar do seu otimismo, Meirelles disse que considera normal a ansiedade da sociedade em relação ao crescimento, uma vez que nas últimas décadas a taxa de expansão da economia tem ficado em níveis baixos. Ele ressaltou, no entanto, que o importante é que os resultados da política econômica estão começando a aparecer por meio da redução da vulnerabilidade externa do País e da estabilidade de preços.Meta de crescimentoO presidente do BC voltou a dizer que a maior contribuição que a instituição pode dar ao crescimento é garantir a estabilidade econômica. "Sem estabilidade econômica não há crescimento", disse. Meirelles disse que a adoção de metas de crescimento é um assunto que está em discussão e, portanto, não há definição sobre como esse tema será sistematizado. Mas lembrou que a questão do crescimento não depende apenas do Banco Central, mas também dos poderes Executivo e Legislativo.

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