Meirelles diz que Brasil é capaz de crescer acima do potencial

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, avaliou que a recuperação econômica do Brasil está muito mais equilibrada. Em evento da Câmara Brasil-EUA, em Nova York, ele exemplificou por meio do desempenho dos dados de consumo doméstico, produção industrial, vendas no varejo, criação de emprego e confiança do consumidor e corporações - todos mostrando trajetória de elevação - o potencial de crescimento do País. Segundo Meirelles, "o investimento está ficando mais previsível". Para ele, o Brasil não apenas é capaz de atingir o potencial de crescimento como também é capaz de elevar este potencial. Com relação à inflação, Meirelles observa que o consenso de mercado indicando alta de 4,4% do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) - usado como referência para a meta de inflação - em 2006 está em linha com o que o BC espera. Reservas internacionais Meirelles reiterou que o BC não tem teto nem piso para as reservas externas. "No momento em que for atingido um nível confortável de reservas nós visaremos depois do fato". É importante ter reserva como fonte de segurança, afirmou. O presidente do BC destacou ainda que o País aumentou o nível de acumulação das reservas internacionais e citou diversas iniciativas que foram implementadas para melhorar o perfil da dívida externa - troca de títulos, emissão de títulos globais denominados em reais, pagamento antecipado da dívida com o FMI, e programa de recompra de papéis com vencimento antes de 2010. Ele observa que o governo tem usado em favor do País o nível de liquidez externa e afirmou que os limites ao crescimento do PIB são, particularmente, relacionados a crises. "Temos tido vantagem eliminando ou diminuindo as limitações", como por exemplo no gerenciamento da dívida. "A dívida externa está diminuindo", acrescentou. Para uma platéia de cerca de 300 investidores e analistas, Meirelles destacou o crescimento na acumulação de reservas de cerca de 300% em três anos, de US$ 15,9 bilhões em abril de 2003 para cerca de US$ 59 bilhões em março de 2006. O declínio da dívida externa líquida foi outro ponto de destaque citado pelo presidente do BC, mostrando uma queda para o nível de US$ 97 bilhões em fevereiro deste ano, ante o pico de US$ 165,2 bilhões registrados no primeiro trimestre de 2003.

Agencia Estado,

24 Abril 2006 | 18h43

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