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Meirelles diz que inflação controlada determina crescimento

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, voltou a defender nesta sexta-feira a política monetária do governo federal, enfatizando que o controle da inflação é uma precondição para o crescimento econômico do país. Meirelles fez uma apresentação a empresários no evento CEO Fórum, promovido pela Câmara Americana de Comércio (Amcham), na capital mineira.Ao demonstrar os dados sobre a economia brasileira, Meirelles reafirmou que o segredo para que o país obtenha taxas de juros reais menores no longo prazo "é continuar com a inflação na meta por um tempo suficiente para que os prêmios de risco diminuam e as taxas de juros continuem a convergir para padrões internacionais".O fato é que a política econômica (definição dos juros) é definida a partir do cumprimento das metas de inflação. Em 2005, a meta de inflação no Brasil é de 4,5%, com margem de oscilação de dois pontos para mais ou para menos.Para o presidente do BC, a tendência é de que os juros continuem em queda. Ele evitou traçar qualquer expectativa de redução da Selic nas próximas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom). "O Banco Central não tem que ter meta de juros, mas metas de inflação", disse.Sem mágicasAos empresários presentes ao evento da Amcham, Meirelles argumentou que o Brasil terá que evitar qualquer tentativa de "mágica, piruetas e pajelança na política monetária". "Qualquer tentativa de mágica em política monetária que leve a inflação para cima, o povo pagará", afirmou.Ele comparou os dados de crescimento econômico e inflação do Brasil a outros países emergentes do mundo, como a China e Cingapura, nos últimos 15 anos. "Temos um desafio enorme pela frente, mas não nos iludamos que vamos conseguir crescer mais com mais inflação", concluiu.O presidente do BC se esquivou ao ser questionado se poderia continuar no cargo em um eventual segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "O segundo turno das eleições é no domingo e não é adequado ficarmos discutindo futuras composições de governo nesse momento", afirmou.

Agencia Estado,

27 de outubro de 2006 | 19h41

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