André Dusek/Estadão
André Dusek/Estadão

Meirelles e Dyogo minimizam impacto da desistência da reforma no mercado

Ministro do Planejamento disse em coletiva que 'leitura do mercado já era de baixa possibilidade a aprovação da reforma'

Carla Araújo e Idiana Tomazelli, O Estado de S.Paulo

19 Fevereiro 2018 | 22h19

Os ministros da Fazenda, Henrique Meirelles, e do Planejamento, Dyogo Oliveira, minimizaram o impacto no mercado financeiro da desistência da reforma da Previdência por causa do decreto de intervenção de segurança no Rio. "A leitura do mercado já era de baixa possibilidade de aprovação da reforma da Previdência", destacou Dyogo, em entrevista coletiva na noite desta segunda-feira, 19.

Já Meirelles disse, na mesma entrevista, que o mercado financeiro "tem uma avaliação mais abrangente do País" e que certamente está acompanhando o que está acontecendo no Rio de Janeiro. "O mercado entendeu a intervenção no Rio como uma necessidade que se impôs", disse o ministro. "Tanto é verdade que o mercado manteve uma estabilidade no dia que foi anunciado o decreto", completou.

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Na avaliação de Meirelles, existe o entendimento que foi adotada uma medida emergencial e "que a Previdência será votada num outro momento". "A reação do mercado fala por si só. O mercado fala através das cotações, posições, e a reação foi extremamente positiva", completou.

O ministro da Fazenda destacou que, com a desistência por ora da Previdência, os 15 pontos que compõem a nova pauta prioritária no Congresso Nacional "são muito importantes".

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Na avaliação de Dyogo, a "agenda revigorada aumentará consideravelmente credibilidade do governo". "A nova agenda será lida pelo mercado de maneira muito positiva", avaliou o ministro do Planejamento. "A mensagem é que governo está atuante, de forma firme e concentrada, em temas relevantes para economia."

 

O conjunto de medidas inclui reforma do PIS/Cofins, autonomia do Banco Central, marco legal de licitações e contratos, nova lei de finanças públicas, regulamentação do teto remuneratório, privatização da Eletrobras, reforço de agências reguladoras, depósitos voluntários no Banco Central, redução da desoneração da folha, programa de recuperação e melhoria empresarial das estatais, cadastro positivo, duplicata eletrônica, distrato, atualização da Lei Geral de Telecomunicações e extinção do Fundo Soberano.

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