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Meirelles: é preciso remover entraves à queda dos juros

Diante dos questionamentos da viabilidade política de aprovação das medidas propostas pelo governo para a tributação de cadernetas de poupança e ativos financeiros, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse hoje que "é importante para a queda gradual da taxa de juros que sejam removidos os entraves institucionais". De acordo com Meirelles, "não há dúvida de que a decisão final é do Congresso Nacional".

ADRIANA CHIARINI E FRANCISCO CARLOS DE ASSIS, Agencia Estado

15 de maio de 2009 | 18h29

O presidente do BC afirmou que "se não se quer eliminar limites institucionais à queda da taxa de juros do País, é uma decisão soberana do Congresso Nacional representando a sociedade brasileira". No entanto, ele acredita que o Congresso não vai impedir a aprovação das medidas "porque não faz sentido". Ele considera que o Congresso poderá apresentar sugestões e alternativas às medidas divulgadas pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, em relação ao tema. Mas afirmou que acha "prematuro falar em plano B quando este plano foi apresentado esta semana como o que melhor se adapta à situação do País". De acordo com ele, "todas as alternativas foram consideradas".

Tendência de baixa

Meirelles disse que "a taxa de juros média real no Brasil tem tendência declinante, inclusive a parte longa." De acordo com ele, existe um aparente paradoxo entre as atuações do BC e as reações do mercado financeiro. "Quando os bancos centrais tentam baixar juros artificialmente, quando é necessário uma visão diferente desta, isso leva a um aumento da taxa de juros do mercado, à alta do risco, da inflação, e isso é contracionista."

Segundo Meirelles, o Banco Central está agindo de forma adequada e isso deu espaço para que a autoridade monetária atue contra a crise atual, baixando os juros. "É a primeira vez em muito tempo que o Banco Central faz política anticíclica", afirmou. "Fica cabal que não se pode chamar esse banco central de excessivamente conservador", declarou Meirelles, em entrevista coletiva após o encerramento do XI Seminário Anual de Metas para a Inflação, no Rio.

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