Meirelles: efeito do compulsório no mercado é neutro

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse nesta terça-feira que as medidas da véspera sobre o compulsório terão efeito neutro no mercado em termos de liquidez e que não há novas mudança à vista nesse segmento.

REUTERS

29 de setembro de 2009 | 11h02

"Do ponto de vista agregado, não há alteração... Não há novas mudanças à vista", afirmou, durante discurso em São Paulo ao comentar o anúncio de segunda-feira.

O BC reverteu parcialmente o estímulo para que as instituições financeiras comprem ativos de bancos menores. A entidade determinou que as instituições financeiras só poderão abater do compulsório sobre depósitos a prazo os ativos comprados de bancos que tenham patrimônio de referência de até 2,5 bilhões de reais, considerados de pequeno porte.

Meirelles também disse que o mercado de câmbio está mais cauteloso que antes da crise e que é preciso relativizar a queda do dólar, olhando para as outras moedas, já que o movimento de baixa da divisa norte-americana ocorre em todo o mundo.

Ele afirmou ainda que nos últimos anos o real passou a reagir mais às commodities e à aversao a risco, mas alertou que os analistas precisam considerar também outros fatores estruturais para realizar previsões de médio prazo, como a conta corrente.

Meirelles reiterou que não faz previsões sobre juros e que a projeção de inflação em 2010 --horizonte relevante para a política monetária atual, segundo ressaltou-- permanece pouco abaixo do centro da meta, a 4,4 por cento, de acordo com o último Relatório de Inflação da entidade.

(Reportagem de Silvio Cascione)

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