ANDRÉ DUSEK/ESTADÃO
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Meirelles espera que Reforma da Previdência seja aprovada até agosto, diz fonte

Ministro da Fazenda também teria dito que o governo mandará uma reforma tributária ao Congresso no segundo semestre

Lorenna Rodrigues, O Estado de S.Paulo

05 de junho de 2017 | 19h35

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse nesta segunda-feira, 5, a investidores que a área econômica espera a aprovação da reforma trabalhista nas próximas semanas e a da Previdência em junho ou julho, "no máximo em agosto", de acordo com fontes que acompanharam a teleconferência da qual o ministro participou.

O ministro afirmou que a aprovação da reforma previdenciária até agosto não traz problemas fiscais e que o governo pretende mandar uma reforma tributária no segundo semestre. Meirelles reforçou que vê os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado comprometidos com o avanço das reformas e que o Congresso Nacional não está parado, apesar da crise política.

Aos investidores, o ministro afirmou que o governo está "confortável" de que as metas fiscais de 2017 e 2018 serão cumpridas. Meirelles repetiu que conta com a entrada de R$ 8 bilhões relativos a precatórios que não foram sacados em até cinco anos, o que reduzirá o contingenciamento do ano para cerca de R$ 30 bilhões.

Segundo fontes, Meirelles afirmou que o crescimento do PIB no primeiro trimestre deste ano, quando houve expansão de 1%, está trazendo efeitos muito positivos para a economia e que a equipe econômica continua trabalhando com um crescimento de 0,5% neste ano.

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O ministro respondeu perguntas dos investidores sobre temas como a situação dos Estados, sobre a Lava Jato - repetiu que o Judiciário é independente - e sobre a troca de comando no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Neste último tópico, Meirelles contemporizou dizendo que a ex-presidente Maria Silvia Bastos Marques fez um bom trabalho e tanto ela quanto o atual presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro, são bons economistas.

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A conversa do ministro com investidores foi organizada pelo Bradesco e fechada a imprensa. Nas últimas semanas, Meirelles tem se esforçado para falar com o mercado e apaziguar os ânimos em meio à crise instaurada com a delação da JBS.

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