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Meirelles evita comentar proposta de metas de crescimento de Furlan

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, evitou comentar a polêmica proposta de criação de metas de crescimento econômico apresentada nesta semana pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan. Mas deixou claro que, em sua opinião, uma estratégia de expansão mais ambiciosa do PIB passa necessariamente pela adoção de reformas estruturais."O Brasil está no caminho certo, com um patamar de crescimento que é o dobro daquele que registrou nas últimas décadas", afirmou Meirelles nesta quinta-feira em entrevista a imprensa durante o início da reunião anual do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial. "O objetivo nacional de crescer mais está presente em qualquer país", disse.Ele destacou que com o controle inflacionário e a melhora no balanço de pagamentos, a vulnerabilidade do país foi reduzida. "E na medida em que as crises começam a fazer parte da nossa história temos condições de discutir os caminhos que podem nos levar a taxas de crescimento mais elevadas", apontou. "Esse é um debate legítimo, que agora vai se estabelecer no Brasil."Meirelles afirmou que um maior crescimento do país "certamente passa pelas reformas estruturais". Entre elas, "a reforma política, previdenciária, toda a questão envolvendo resolução de concessões e a possibilidade de fazer maior investimentos em infra-estrutura".Segundo ele, o "país tem um vasto cardápio" de medidas e discussões nos próximos anos. Meirelles acrescentou que "existe a expectativa do chamado choque de gestão" a partir de 2007. "Temos que aguardar para ver, mas a expectativa positiva", disse.Meirelles afirmou que o BC está revisando sua previsão de crescimento do PIB neste ano, que ainda é de 4%, bem acima das estimativas do mercado e do próprio FMI, que é de 3,6%. "Até o final do mês vamos soltar o relatório de inflação do Banco Central e ele terá nossa previsão atualizada", afirmou. "É preciso ter um pouquinho de paciência."Gastos públicosDurante entrevista, Meirelles evitou comentar a avaliação feita pelo FMI de que os gastos públicos no Brasil estão crescendo "rapidamente". Mas ao ser questionado por jornalistas se estaria preocupado com o cumprimento da meta de superávit primário de 4,25% do PIB para este ano e 2007, respondeu: "Por definição o banqueiro central é preocupado o tempo todo, com todos os aspectos da economia, como o preço do petróleo, commodities etc".Em seguida, Meirelles ressaltou que o papel do BC é "de guardião da moeda" e portanto tem que olhar esse debate sob essa ótica. "No ponto de vista de combate à inflação, o importante é que a meta de superávit primário seja atingida, não apenas neste ano, mas também no próximo ano", disse." A nossa hipótese de trabalho é que o Brasil vai cumprir a meta de superávit neste ano e em 2007, esse é o compromisso que temos ouvido das autoridades responsáveis", afirmou. Meirelles observou, no entanto, que o BC "não pode nunca deixar de ser vigilante e por isso de reúne a cada 45 dias para analisar esse e todos os outros fatores para tomar suas decisões".CopomQuestionado se o Comitê de Política Monetária, em sua última reunião, já tinha indicativos de que o IPCA de agosto viria tão baixo - o índice ficou em 0,05%, ante uma expectativa do mercado que oscilava entre 0,15% e 0,24% - Meirelles afirmou: "O que nós sabíamos na reunião, está na ata".Ele rebateu as críticas de que o BC tenha exagerado no aperto monetário realizado até setembro de 2005. O IPCA acumulado nos últimos doze meses é de 3,84%, bem abaixo do centro da meta inflacionária deste ano, que é de 4,5%. "A meta de inflação tem um intervalo entre 2,5% e 6,5%", afirmou. "A inflação está dentro desse intervalo, portanto ela está na meta. Não existe casos na histórica econômica que tenha uma inflação na linha reta."Meirelles reafirmou que o BC tem uma "política de reposição de reservas estrangeiras", não de metas para taxa de câmbio". Essa estratégia brasileira tem sido positiva", disse. "O aumento das reservas gera um custo, mas a diminuição do risco gera uma benefício para toda a dívida do país. Essa relação custo-benefício para o Brasil tem sido positiva, diferente de outros países que tem metas implícitas e explícitas de taxa de câmbio", considerou Meirelles.

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