Meirelles evita detalhar como funcionarão compras do BC para Fundo Soberano

O presidente do BC também não quis prever o fluxo cambial decorrente da capitalização da Petrobrás 

Luciana Xavier, da Agência Estado,

24 de setembro de 2010 | 13h16

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, evitou detalhar nesta sexta-feira, 24, como funcionarão as compras de dólares pela autoridade monetária para o Fundo Soberano do Brasil. Ele reafirmou que o BC deve enxugar o excesso de liquidez no mercado sempre que for necessário. "O BC não tem a política de divulgar decisões futuras do BC ou do Tesouro Nacional", afirmou Meirelles, após encontro com analistas, em evento promovido pela Câmara de Comércio Brasil Estados unidos, em Nova York.

Meirelles disse que o BC também não vai fazer previsões sobre fluxo cambial decorrente da operação de capitalização da Petrobrás. "É sempre uma atividade temerária no mundo de hoje fazer previsão sobre fluxo cambial", afirmou. "É razoável se supor que a oferta de ações da Petrobrás marcou um período de ingresso expressivo de divisas e que não há projeção de outros ingressos da mesma magnitude." Segundo ele, no entanto, a decisão sobre a compra de dólares para o Fundo "é medida extremamente positiva e adequada".

Meirelles também afirmou que a atuação da instituição financeira no câmbio por meio de compra de dólares é importante não só para se construir reservas que protejam o País de eventuais crises econômicas globais, como também para manter o equilíbrio externo no longo prazo.

"O excesso de liquidez do mercado de dólares pode gerar desequilíbrios e representar um risco no mercado de crédito do sistema bancário e, por isso, é recomendável medidas prudenciais. O Banco Central é absolutamente prudente para proteger o regime de crédito e manter os fundamentos para um crescimento sustentado e robusto da economia brasileira", afirmou ele

Reservas internacionais

As reservas internacionais subiram US$ 520 milhões ontem, passando de US$ 272,522 bilhões para US$ 273,042 bilhões, no conceito de liquidez internacional. 

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