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Meirelles: exigência de capital de bancos tende a variar

O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, afirmou que a regulamentação do sistema financeiro internacional caminhará para um modelo em que as exigências de capital por parte dos bancos irão variar de acordo com o ritmo da atividade econômica. Em períodos de expansão, as instituições trabalharão com níveis de capital e provisões elevados. Caso ocorra uma crise, esses excessos serão utilizados para garantir a retomada do crescimento. "Nos momentos de expansão é que os problemas são criados", disse, durante o jantar de final de ano da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), realizado ontem à noite.

ANA PAULA RIBEIRO, Agencia Estado

27 de novembro de 2009 | 08h25

Alterar as regras de exigência de capital de acordo com o momento é um dos temas em estudo pelos reguladores internacionais, como o Comitê de Basileia. Quando aprovados, serão adotados também no Brasil. O próprio Meirelles já defendeu esse sistema anticíclico durante jantar, realizado há um ano, para essa mesma plateia.

Meirelles lembrou que são diversas as alterações em estudo no âmbito internacional para aperfeiçoar o sistema financeiro e evitar novas crises, mas que o Brasil já adota várias dessas medidas. Os bancos trabalham com um índice de Basileia de no mínimo 8%, ou seja, o patrimônio do banco deve ser equivalente a essa porcentagem mínima do total de empréstimos concedidos. No Brasil, o indicador adotado é de ao menos 11%. Além disso, os bancos devem registrar em seus balanços provisões para créditos de liquidação duvidosa como forma de reduzir os efeitos de possíveis calotes.

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