Meirelles: maior preocupação é promover perenização institucional do Banco Central

Presidente do Banco Central comemorou o fato de que a sustentabilidade da economia já é um valor que encontra apoio da sociedade.

Fabio Graner e Fernando Nakagawa,

31 de março de 2010 | 18h16

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse em discurso realizado nesta quarta-feira, 31, que sua maior preocupação é promover a "perenização institucional" do BC. A afirmação foi feita durante cerimônia de comemoração dos 45 anos da autoridade monetária que acontece na sede da instituição. Durante a palestra, ele comemorou o fato de que a sustentabilidade da economia já é um valor que encontra apoio da sociedade. "A sociedade brasileira hoje apoia a sustentabilidade e a política econômica do Brasil", disse.

 

Durante o evento, Meirelles citou um consultor que disse certa vez que "ser líder não é falar aquilo que as pessoas querem ouvir, mas falar o que as pessoas devem ouvir". A frase foi usada para comparar o papel da autoridade monetária que, às vezes, pode tomar medidas pouco simpáticas, mas que são as mais adequadas para o momento.

 

Antes de Meirelles, o diretor de liquidação e controle de operações do crédito rural, Gustavo Matos do Vale, fez um discurso em homenagem a Meirelles. Apesar da indecisão do presidente do BC sobre seu futuro, o tom usado por Vale foi de despedida. Ele lembrou, por exemplo, que Meirelles é o mais longevo presidente do BC ao ficar, até agora, sete anos e três meses. "Para evitar o excesso de emoção que não condiz com o comportamento de um banqueiro central, vou fazer a homenagem em números e dados", brincou.

 

Ele lembrou que o Brasil subiu cinco patamares nas notas de avaliação de risco, o rating, e conseguiu o "grau de investimento" na gestão Meirelles. Também lembrou o aumento das reservas internacionais e da posição credora externa líquida do País obtida nos últimos anos. "Meirelles mudou o curso da instituição. O BC é e será sempre a casa de Henrique Meirelles."

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.