Meirelles não confirma filiação, mas adota tom político em GO

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, afirmou nesta sexta-feira que ainda não definiu se irá filiar-se a algum partido e concorrer a algum cargo eletivo no ano que vem.

REUTERS

25 de setembro de 2009 | 21h22

Adotou, no entanto, um tom político ao conceder entrevista coletiva em Goiás, seu Estado natal. Líderes do PMDB afirmaram nos últimos dias que Meirelles teria confirmado sua filiação ao partido, o que a assessoria de imprensa da instituição tem negado.

"Não estou no momento tratando de candidaturas. No momento, estou totalmente focado no Banco Central", afirmou a jornalistas antes de participar de um debate sobre economia promovido pela Universidade Federal de Goiás.

Meirelles reafirmou, entretanto, que estuda filiar-se a algum partido para poder concorrer a um cargo em 2010. Se quiser disputar as eleições do ano que vem, a legislação brasileira determina que ele terá de aderir a algum partido até o início de outubro, um ano antes do pleito. A expectativa do governo é que ele fique à frente do BC.

"Estou apenas tratando da hipótese de me filiar para ter ou não ter a alternativa", comentou.

Na quinta-feira, Meirelles reuniu-se com o presidente licenciado do PMBD e presidente da Câmara, deputado Michel Temer (SP), e praticamente selou o acordo, o qual foi anunciado nesta sexta-feira à cúpula do partido em Goiás.

O presidente do Banco Central passará o fim de semana em Goiânia conversando com líderes políticos locais.

"Independentemente de eu me filiar a algum partido ou não estaremos colaborando para o bem do Estado de Goiás e para o bem do Brasil... isso é que é importante", afirmou.

"Tenho sempre tido Goiás no coração, acho um Estado que tem um potencial extraordinário."

Meirelles é cotado para disputar o governo de Goiás, uma cadeira no Senado ou até concorrer à Vice-Presidência na chapa liderada pela ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff.

(Reportagem de Fernando Exman)

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