Meirelles: não há ainda necessidade de medidas

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, afirmou que está analisando com bastante atenção os desdobramentos da crise econômica nos Estados Unidos. Ao comentar as declarações esta manhã do ministro da Fazenda, Guido Mantega, segundo as quais o presidente Luiz Inácio Lula da Silva orientou a adotar medidas, caso sejam necessárias, para conter os efeitos da crise norte-americana no Brasil, Meirelles ressaltou que não há ainda nenhuma necessidade de medidas específicas."O mercado brasileiro está líquido. O mercado de reais não tem enfrentado problemas que outros países enfrentaram em suas moedas locais. Portanto, não vemos necessidade de medidas pontuais nessa área, a mesma coisa pode-se dizer também do mercado de dólares no Brasil, que está normal."Na avaliação do presidente do BC, o que as autoridades do governo precisam fazer neste momento é olhar à frente, aprender com as lições dos outros países. Segundo ele, é necessário aprender principalmente com experiências "que possam ter levado a certos exageros na política de concessão de crédito por parte de instituições financeiras ao longo do tempo".Para Meirelles, é importante que o governo se mantenha atento para que, se for necessário, possa tomar medidas, mas que não serão de impacto imediato. "O Brasil não está precisando de medidas de impacto imediato. O Brasil pode necessitar em algum momento de medidas que possam conduzir o mercado para políticas prudenciais, conforme aquelas que têm sido implementadas no País nos últimos anos e que façam com que a economia continue a funcionar com estabilidade, que possamos evitar crises no mercado financeiro, crises de liquidez ou crises que possam prejudicar o crescimento econômico", afirmou."Em resumo, estamos trabalhando, analisando a situação com atenção e não há nenhum tipo de emergência. "O Brasil está bem preparado." Meirelles deu as declarações após palestra no Simpósio Econômico Brasil-Japão - Os Próximos 100 Anos, organizado pelos jornais O Estado de S. Paulo e The Nihon Keizai Shimbun e Câmara de Comércio e Indústria Japonesa do Brasil.

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