Meirelles: "Não há crise, só volatilidade"

O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, defende "sangue-frio" para evitar que a volatilidade no mercado se transforme em crise. Mesmo com o mercado fechando na sexta-feira com o dólar acima de R$ 3 e o aumento no risco Brasil, Meirelles tenta mostrar confiança. "A economia vai bem e não devemos confundir volatilidade com crise", disse Meirelles. "No passado, já passamos por situações de crise. Hoje não tem mais crise, tem volatilidade, que é algo absolutamente normal". O presidente do BC indicou também que não é favorável a uma revisão, para cima, das metas de inflação para 2005, como querem alguns membros da equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da base aliada. Ele prefere destacar os dados que serão anunciados hoje pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Segundo Meirelles, os índices, principalmente de vendas, mostrarão que a "economia está em ritmo forte nesse primeiro trimestre" e em linha com os demais indicadores de criação de emprego e de massa salarial. Meirelles, que está na Basiléia para participar do encontro do G-10, grupo dos dez maiores bancos centrais do mundo, acredita que os fundamentos da economia brasileira e as reservas de US$ 50 bilhões são suficientes para que a turbulência não se transforme em crise. "Hoje, estamos em uma posição tranqüila para enfrentar não só essa (volatilidade) como outras situações que venham a ocorrer nos próximos anos", apontou. "Não há razão para crise, que só viria como resultado de erros de políticas".

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