Nlton Fukuda/Estadão
Nlton Fukuda/Estadão

Meirelles nega 'plano B' para a reforma da Previdência

Ministro descartou possíveis mudanças via medida provisória caso a proposta não passe no Congresso

Altamiro Silva Junior, Francisco Carlos de Assis, O Estado de S.Paulo

29 de maio de 2017 | 19h29

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que foi surpreendido pela notícia hoje nos jornais de que o governo teria um plano B no caso de a reforma da Previdência não ser aprovada no Congresso. "Não é real", disse durante evento em São Paulo, sobre a possibilidade de o governo propor uma Medida Provisória (MP) para fazer mudanças na Previdência. 

O ministro reforçou no evento que a expectativa do governo é que a economia cresça em 2017, depois da forte recessão em 2016. A previsão é que o Produto Interno Bruto (PIB) chegue ao quarto trimestre crescendo 2,7% na comparação com igual período de 2016.

Meirelles citou a queda do risco Brasil pela metade nos últimos meses, a redução da inflação e o corte dos juros. "A queda dos juros hoje reflete a diminuição da taxa de inflação", afirmou ele, destacando que o que se discute hoje no mercado é a magnitude da queda dos juros e não se o Banco Central vai subir a taxa.

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A previsibilidade, destacou Meirelles, é uma questão essencial para atrair investidores e o governo tem tentado garantir estabilidade de regras para os estrangeiros interessados no Brasil. Nos projetos de concessões, o que vai prevalecer são as regras de mercado, disse o ministro. 

Meirelles disse ainda que seu cenário base é que o presidente Michel Temer termine seu mandato no Planalto, apesar da recente crise provocada por denúncias contra o peemedebista com a delação da JBS. A reforma da Previdência que está sendo feita neste momento, ressaltou o ministro, extrapola este e outros mandatos.

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O ministro foi questionando sobre as especulações de que seria um potencial candidato para substituir Temer. "Passei um ano respondendo a outra pergunta, se eu seria candidato em 2018", disse o ministro, ressaltando que não trabalha com hipóteses. "Trabalho com a realidade. Estou focado em meu trabalho de fazer o Brasil crescer mais no futuro."

Meirelles minimizou o impacto da troca de comando nas operações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciada na última sexta-feira. O ministro disse que Maria Silvia Bastos, que deixou o comando da instituição, "fez um bom trabalho" no banco e saiu por questões pessoais. O economista Paulo Rabelo de Castro foi o escolhido para ocupar o cargo e também recebeu elogios de Meirelles, que o chamou de "economista liberal". 

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