Meirelles: País não perde credibilidade sem acordo com FMI

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, acredita que, se o Brasil não renovar o acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) no final do ano, o País não sofrerá uma crise de credibilidade diante dos investidores internacionais nem passará a ser mais vulnerável. Questionado pelo Estado, Meirelles não comentou o futuro do acordo com o Fundo, mas deixou claro que o efeito de uma não renovação pode até ser "positivo". Para ele, o Brasil, sem o FMI, continuaria a adotar as mesmas políticas fiscais e monetárias, o que mostraria à comunidade financeira internacional "que o País está adotando essas políticas porque acredita que são as mais adequadas", e não apenas porque o Fundo sugere. Neste fim de semana, o presidente do BC participou de reuniões na sede do Banco de Compensações Internacionais (BIS), na Basiléia, e afirmou que ficou "satisfeito" com relação à percepção dos investidores sobre o País. Meirelles acredita que os fundamentos da economia brasileira estão sólidos o suficiente para garantir a manutenção da confiança dos investidores no País. "Estamos em uma boa situação", afirmou, lembrando que mesmo que não haja uma prorrogação do acordo, o Brasil continuará a receber visitas do FMI. De uma forma geral, o BIS aponta que os mercados emergentes foram os que mais se beneficiaram da combinação de um cenário internacional positivo em 2003 e um maior apetite por risco por parte de investidores. Mas a entidade é clara ao afirmar que, com a alta na taxa de juros dos Estados Unidos, não está na hora dos países emergentes em mostrar "criatividade" em suas políticas macroeconômicas.

Agencia Estado,

29 de junho de 2004 | 01h09

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